Cerca de 408 mil clientes da E-Redes continuavam esta quinta-feira, às 15:30, sem fornecimento de eletricidade em Portugal continental, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin na rede elétrica, informou a empresa.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a empresa responsável pela distribuição de eletricidade indicou que o distrito de Leiria continua a concentrar a maioria das ocorrências, com cerca de 290 mil clientes afetados, seguindo-se os distritos de Santarém, com 42 mil, Coimbra, com 34 mil, Portalegre, com 27 mil, e Castelo Branco, com 11 mil clientes sem energia.
Segundo a E-Redes, as equipas no terreno identificaram 450 postes de Alta e Média Tensão “partidos ou danificados”, bem como 24 subestações afetadas, das quais oito permanecem por ligar. As dificuldades de acesso estão a condicionar a identificação completa dos danos e os trabalhos de reparação.
“O recurso a drones e os helicópteros vai permitir uma melhor e mais precisa identificação da extensão total, mas tal só será possível quando as condições meteorológicas o permitam”, refere a empresa.
Reforço de meios e prioridade a serviços essenciais
No distrito de Leiria, o mais afetado pela passagem da depressão Kristin, a E-Redes ativou o “estado de emergência”, tendo ali instalados 30 geradores e estando a ser mobilizados mais cerca de 200.
“Está a ser dada prioridade aos serviços essenciais, como saúde, água, saneamento e comunicações, no sentido de garantir a distribuição de energia. A somar a estes geradores está também deslocada para a região uma central móvel que vai permitir distribuir energia a mais clientes”, adianta a E-Redes.
Para o distrito de Leiria estão mobilizados cerca de 1.200 operacionais para reposição do fornecimento de energia.
O pico de clientes sem energia foi registado pelas 06:00 de quarta-feira, quando cerca de um milhão de clientes ficaram afetados no território continental.
Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.
Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.
A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
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