As uvas estão entre as frutas mais consumidas em Portugal, graças ao seu sabor doce e à sua frescura. No entanto, nem todas as que encontramos no supermercado apresentam a qualidade ideal. Saber identificar os sinais de deterioração é essencial para evitar comprar fruta já envelhecida ou em más condições de conservação.
Escolher uvas frescas não só garante melhor sabor e textura, como também contribui para reduzir o desperdício alimentar. A nutricionista Giovanna de Castro Piauilino, especialista em qualidade de vida, destaca os principais aspetos a observar antes da compra e revela alguns cuidados que ajudam a conservar a fruta durante mais tempo.
“Uma das razões pelas quais as uvas perdem rapidamente a sua qualidade é a desidratação, que ocorre com facilidade quando ficam expostas a ambientes frios e secos no frigorífico”, explica Giovanna de Castro Piauilino. “Para conservar melhor os cachos, é importante lavá-los corretamente e guardá-los em recipientes adequados que ajudem a manter a humidade natural da fruta”, acrescenta.
Sinais visuais que devem levantar suspeitas
Segundo informações divulgadas pelo portal de saúde e bem-estar Minha Vida, existem vários sinais visíveis que podem indicar que as uvas já não estão nas melhores condições. Bagos enrugados, demasiado moles ou com manchas escuras são frequentemente indícios de envelhecimento e possível desenvolvimento de fungos ou microrganismos.
As rachaduras na casca também merecem atenção, uma vez que podem resultar de danos ocorridos durante o transporte ou armazenamento. De acordo com Giovanna Piauilino, estes são alguns dos principais sinais de alerta: “Quando os bagos apresentam alterações evidentes na textura ou na aparência, é provável que a fruta já tenha perdido qualidade e não seja a melhor escolha para consumo”.
Porque é importante observar o estado do cacho
A frescura das uvas pode ser avaliada através do próprio cacho. Os bagos devem estar firmemente presos ao talo, que deve apresentar uma coloração verde e aspecto saudável. Estas características normalmente indicam que a fruta foi colhida há menos tempo e tem maior probabilidade de se manter em boas condições após a compra.
Já os talos secos ou acastanhados e os bagos que se soltam facilmente são sinais de que as uvas estão há demasiado tempo armazenadas. “O estado do talo e a forma como os bagos permanecem unidos ao cacho são bons indicadores da frescura da fruta”, refere a especialista.
O cheiro também pode revelar problemas
Para além da aparência exterior, o aroma das uvas pode fornecer pistas importantes sobre a sua qualidade. As uvas frescas costumam apresentar um cheiro suave e agradável. Quando surge um odor ácido, intenso ou semelhante a fermentação, é provável que o processo de deterioração já tenha começado.
Giovanna recomenda que os consumidores não ignorem este detalhe. “Mesmo quando a aparência parece normal, um cheiro estranho pode indicar que a fruta já começou a fermentar e, por isso, não deve ser consumida”, alerta.
Como escolher e conservar melhor as uvas
Para garantir uma compra acertada, opte por cachos compactos, com bagos firmes, casca lisa e coloração uniforme. É igualmente aconselhável verificar se os talos se mantêm verdes e sem sinais de secura excessiva, um dos melhores indicadores de frescura.
Depois de chegarem a casa, as uvas devem ser guardadas no frigorífico, de preferência num recipiente ventilado. Segundo Giovanna de Castro Piauilino, a conservação pode ser prolongada através de uma higienização adequada, seguida de uma boa secagem antes do armazenamento. “Quando são limpas corretamente e mantidas em recipientes apropriados, as uvas preservam a sua qualidade durante mais tempo”, conclui a nutricionista.
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