Portugal vai entrar no horário de inverno dentro de algumas semanas, mais especificamente no domingo, 25 de outubro, com os relógios a serem atrasados uma hora. No continente e na Madeira, a mudança acontece às 2 h, que passam a ser 1 h, enquanto nos Açores o acerto ocorre à 1 h, regressando à meia-noite.
Segundo o portal do banco Santander, a alteração realiza-se no último domingo de outubro, seguindo o calendário europeu. A data assinala o fim do horário de verão e traz uma mudança na relação entre as horas indicadas no relógio e a luz natural disponível ao longo do dia.
O dia não perde uma hora de luz
Apesar da sensação de que os dias ficam mais “pequenos”, atrasar o relógio não reduz a duração da luz solar. O que muda é a hora a que o nascer e o pôr do sol são assinalados: depois do acerto, ambos acontecem uma hora mais cedo no relógio.
Por isso, o anoitecer passa a coincidir com uma hora mais adiantada das rotinas diárias. A redução gradual do período de luz, própria desta altura do ano, é um fenómeno distinto da mudança da hora, embora os dois contribuam para a perceção de tardes mais curtas.
Continente e Madeira acertam às duas da manhã
Na madrugada de 25 de outubro, quem estiver em Portugal continental ou na Madeira deve recuar o relógio das 2 h para a 1 h. Assim, o intervalo entre a uma e as duas da manhã repete-se nessa noite. Nos Açores, a diferença de fuso horário faz com que o ajuste seja realizado quando os relógios marcarem 1 h, passando novamente para a meia-noite. O recuo é, contudo, igual em todo o território nacional: uma hora.
A possibilidade de eliminar esta prática foi discutida na UE. No entanto, não foi alcançado um acordo definitivo entre os Estados-membros, pelo que se mantém o sistema de duas alterações anuais.
O calendário prevê o avanço dos relógios no último domingo de março e o recuo no último domingo de outubro. Desta forma, a passagem de 25 de outubro decorre dentro das regras existentes e não de uma nova decisão específica para este ano.
Prática ligada à poupança de energia
A mudança sazonal foi adotada com o propósito de “aproveitar melhor a luz solar disponível durante o ano”, explica o banco. No horário de verão, adiantar os relógios permite prolongar a presença de luz natural nas horas do fim da tarde, procurando adequá-la às atividades quotidianas.
A prática remonta ao início do século XX e foi implementada durante a Primeira Guerra Mundial como uma “medida de poupança energética”, refere a mesma fonte. Posteriormente, vários países adotaram o sistema, introduzindo ajustes ao longo do tempo até aos calendários de mudança utilizados atualmente.
















