Dois homens, de 18 e 20 anos, são suspeitos de três roubos, um deles na forma tentada, cometidos entre 30 de junho e 4 de setembro em Almancil e Lagoa. A Polícia Judiciária (PJ) deteve um dos suspeitos e identificou o outro, numa investigação que permanece em curso.
Os dois homens são igualmente suspeitos de falsificação de documentos. No âmbito das diligências, a PJ apreendeu uma réplica de uma arma de fogo e bens que terão sido subtraídos durante os crimes.
O suspeito de 18 anos, estrangeiro e em situação irregular em território nacional, já foi sujeito a primeiro interrogatório judicial e ficou obrigado a apresentar-se periodicamente no posto policial da área da sua residência.
O homem de 20 anos será presente a tribunal para aplicação das respetivas medidas de coação.
Relógio de 35 mil euros roubado em Almancil
De acordo com a PJ, os crimes ocorreram nas zonas de Almancil, no concelho de Loulé, e de Lagoa, com recurso a armas de fogo e a motociclos que ostentavam matrículas falsas.
O primeiro caso remonta a 30 de junho, quando os dois suspeitos terão abordado uma viatura em Almancil. Sob ameaça de uma arma de fogo, agrediram os ocupantes e tentaram apoderar-se de relógios de elevado valor, mas a reação das vítimas impediu que concretizassem o roubo.
A 24 de agosto, novamente em Almancil e recorrendo ao mesmo modo de atuação, os suspeitos terão agredido uma pessoa que circulava na via pública e roubado um relógio avaliado em 35 mil euros.
Já a 4 de setembro, no concelho de Lagoa, os dois homens terão ameaçado com uma arma de fogo um estafeta de entrega de comida, roubando-lhe uma mota e vários bens pessoais.
PJ procura eventuais coautores
A investigação permitiu ainda apurar que os suspeitos mudavam frequentemente de veículos e utilizavam matrículas falsas nas motocicletas usadas nos crimes, numa alegada tentativa de dificultar a identificação pelas autoridades.
As diligências prosseguem para determinar a composição integral do grupo, apurar a extensão da atividade criminosa e identificar e localizar eventuais coautores dos crimes.
O processo é dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro.
















