Um lar clandestino onde se encontravam 22 idosos foi encerrado, esta terça-feira, 29 de setembro, em Olhão. A decisão foi tomada “de forma urgente e imediata” pelo Instituto da Segurança Social (ISS), depois de terem sido identificadas condições consideradas graves no estabelecimento.
O espaço funcionava na Rua Mário Cesariny, n.º 20, e, além de não estar legalizado, era alvo de denúncias relacionadas com alegadas situações de maus-tratos.
Falta de alimentação, higiene e cuidados de saúde
De acordo o Notícias ao Minuto e com informação divulgada pela Segurança Social, a fiscalização encontrou insuficiência de alimentação e hidratação, falta de higiene e de cuidados básicos de saúde.
Foram ainda detetados falta de funcionários, instalações consideradas desadequadas ao grau de dependência dos idosos e ausência de ventilação adequada.
A intervenção foi realizada de forma articulada entre a Segurança Social e a Autoridade de Saúde Pública, contando também com a colaboração da Guarda Nacional Republicana (GNR).
A operação aconteceu depois de o ISS ter efetuado uma participação ao Ministério Público, na sequência das denúncias relativas ao funcionamento clandestino do estabelecimento e às alegadas situações de maus-tratos.
22 idosos foram retirados do lar
Perante as condições encontradas e os riscos para os utentes, a equipa inspetiva determinou o encerramento do estabelecimento e retirou do local todos os 22 idosos.
Entre os utentes estavam 13 homens e nove mulheres, sendo que a maioria tinha entre 80 e 89 anos.
A equipa de ação social do Centro Distrital de Faro da Segurança Social contactou posteriormente as famílias e procurou vagas para os idosos que não puderam ficar ao cuidado de familiares.
Segundo o ISS, 14 pessoas foram encaminhadas para instituições do setor social e solidário consideradas adequadas para o seu acolhimento. Uma outra pessoa teve de ser encaminhada para uma unidade hospitalar.
O encerramento teve caráter imediato devido aos riscos identificados no local. As suspeitas de maus-tratos que estiveram na origem das denúncias foram comunicadas ao Ministério Público.
Leia também: PJ detém suspeito de roubos com arma de fogo em Almancil e Lagoa















