Um dos pilotos do avião de carga ao serviço da Amazon que se despistou em Miami no último sábado, dia 6, terá dito “a minha carreira acabou” momentos depois do acidente. A aeronave ultrapassou os limites da pista e colidiu com vários veículos, num episódio que provocou cinco mortos.
De acordo com o Correio da Manhã, os dois pilotos sobreviveram com ferimentos considerados ligeiros. A frase foi atribuída a um deles nos relatos recolhidos após o despiste, embora a informação apresentada não permita identificar qual dos tripulantes a proferiu.
Investigação ainda procura esclarecer o acidente
As autoridades estão a apurar as circunstâncias em que o Boeing 767 saiu da pista durante a aterragem. O voo 7598 chegava de Porto Rico e o acidente ocorreu pouco depois das 14h00 locais, no domingo, segundo a publicação.
Entre os elementos referidos no relato estão as tempestades que afetavam Miami e a sequência de contacto da aeronave com a pista. Contudo, a investigação ainda não permite apresentar uma conclusão definitiva sobre as causas nem atribuir responsabilidades aos pilotos ou aos controladores aéreos.
Testemunha descreveu piloto a tremer
Um morador de um edifício próximo do aeroporto contou ter observado um dos tripulantes após o acidente. “Ele estava a tremer e tinha alguns ferimentos na testa e na mão”, afirmou, num testemunho reproduzido pelo mesmo jornal.
O mesmo morador classificou o que presenciou como “surreal” e “assustador”. Além do desabafo sobre a carreira, os relatos indicam que o piloto pediu um telemóvel emprestado a um funcionário do aeroporto para ligar à mulher e avisá-la de que estava bem.
Tripulação tinha um capitão e um primeiro oficial
Os pilotos foram identificados como Felipe Silva Molina, de 37 anos, e Joseph Carroll, de 55. Segundo os perfis profissionais citados pela publicação, Carroll desempenha funções de capitão, enquanto Molina é primeiro oficial.
A saída de pista teve ainda consequências para a operação aeroportuária, com centenas de voos cancelados ou atrasados. A colisão com os veículos ocorreu depois de a aeronave ultrapassar os limites da pista durante a aterragem.
O Correio da Manhã refere também que os controladores não alteraram a trajetória de aproximação para permitir uma aterragem contra o vento. Esse elemento surge entre as circunstâncias relatadas, mas o seu eventual contributo para o despiste continua dependente do apuramento das autoridades.
















