Lucy Castle, uma britânica de 41 anos, perdeu 30 quilos em quatro meses depois de alterar os hábitos alimentares na sequência de um diagnóstico de diabetes tipo 2. O queijo, alimento no qual gastava cerca de 1.400 euros por ano, era uma presença diária na sua alimentação, mas as mudanças abrangeram também outras refeições.
De acordo com o portal da revista People, a mãe de três filhos acabou por mudar de profissão após esta experiência, passando a trabalhar como orientadora de bem-estar. Antes disso, porém, enfrentava dificuldades para acompanhar os filhos e evitava situações sociais por não se sentir confortável com o próprio corpo.
Diagnóstico que levou à mudança
Os sinais de mal-estar começaram depois do nascimento do filho mais novo. “Não me sentia bem. Sentia tonturas. Tinha formigueiros”, recorda. Entretanto, o peso ultrapassou os 100 quilos e Lucy procurou ajuda médica, tendo recebido o diagnóstico de diabetes tipo 2.
“Foi o meu alerta”, afirma. Até então, as dificuldades também se faziam sentir fora de casa: “Costumava evitar eventos sociais, escondia-me em roupa larga e não conseguia acompanhar os meus filhos.” A decisão de rever a alimentação surgiu neste contexto de preocupação com a saúde e de limitações na rotina familiar.
Entre as tarefas, havia sempre queijo
Com filhos de três, 10 e 15 anos à data do relato, Lucy dividia os dias entre o trabalho e as responsabilidades familiares. Descreve-se como uma “mãe ocupada”, para quem a conveniência acabava por determinar muitas escolhas: “Quando chegava a hora de comer, procurava soluções rápidas e fáceis.”
Segundo a mesma fonte, comia frequentemente pão com queijo, batatas fritas e chocolates, recorrendo a alimentos que conseguia consumir enquanto fazia outras coisas. Mesmo nas refeições à mesa, acrescentava queijo ralado aos pratos. “Era completamente viciada”, diz sobre esse hábito, identificando o Brie como a sua variedade preferida.
Quatro meses de alterações à alimentação
Após o diagnóstico, retirou o queijo da alimentação e começou a utilizar refeições e produtos de substituição, incluindo sopas, batidos e snacks preparados. Assim, a perda de peso relatada acompanhou uma alteração mais abrangente dos hábitos alimentares, que não se limitou à exclusão de um único produto.
O acompanhamento do peso ajudava-a a manter a motivação. “Ver o peso todas as semanas e perceber que estava a diminuir mantinha-me motivada”, conta. Ao fim de quatro meses, tinha perdido 30 quilos. Mais tarde, voltou a integrar refeições confecionadas em casa, entre elas frango salteado.
Da roupa à escolha de uma nova profissão
Além da mudança na balança, Lucy descreve uma relação diferente com a sua imagem. Comprar roupa, anteriormente condicionado pelo desejo de esconder o corpo, passou a ser uma atividade de que gosta. “Pela primeira vez em anos, agora adoro comprar roupa que me faz sentir incrível”, afirma.
Acrescenta a publicação que esta experiência esteve também na origem da decisão de se tornar orientadora de bem-estar, apoiando outras pessoas na mudança de hábitos. Ao falar do seu percurso, Lucy destaca a importância de avançar gradualmente: “É preciso viver um dia de cada vez, deixar de ser tão duro consigo próprio e praticar o amor-próprio.”
















