A inspeção-geral da saúde concluiu as investigações a oito das 12 mortes registadas durante greve dos técnicos de emergência pré-hospitalar no outono de 2024 e em duas delas associou os óbitos ao atraso no socorro.
As greves dos técnicos de emergência pré-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), em outubro e novembro do ano passado, agravaram os atrasos nos atendimentos. Nesse período, foram registadas pelo menos 12 mortes que levaram a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) a abrir inquéritos para apurar eventuais relações entre os atrasos no socorro e os óbitos.
Das investigações abertas pela IGAS a estas 12 mortes, foram concluídas oito, sendo uma delas relativo ao Algarve, cujos pontos essenciais são os seguintes:
Morte de homem de 77 anos de idade, no concelho de Vila Real de Santo António, no dia 4 de novembro
A IGAS concluiu que a morte do utente se deveu a cardiopatia isquémica aguda – enfarte agudo do miocárdio.
Considerou que o desfecho fatal “era irreversível” já que as manobras de reanimação cardiorrespiratória deveriam ter sido efetuadas de imediato ou, num intervalo de tempo de 5/10 minutos.
Apesar do tempo decorrido entre o contacto telefónico com a Linha 112 e a chegada do socorro diferenciado ao local (35 minutos), a inspeção-geral diz que não houve nexo de causalidade entre o momento da chamada para a Linha 112 e o desfecho fatal verificado, pois entre o acionamento do meio mais próximo e a chegada ao local se ultrapassaria sempre mais do que dez minutos.
O processo foi arquivado.
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