Perante a entrada em massa de migrantes vindos de Marrocos em Ceuta, a Polícia Marítima e a Marinha anunciaram, a 1 de agosto, o reforço da vigilância ao longo da costa do Algarve, através de patrulhas diárias por mar e terra, em cooperação com a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras da GNR.
“A Polícia Marítima e a Marinha Portuguesa, em cooperação com a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) da GNR, encontram-se a reforçar o controlo da fronteira marítima, através de patrulhas regulares e diárias, realizadas por mar e por terra, ao longo da orla costeira do Algarve”, informou a Marinha.
As operações destinam-se a detetar embarcações que possam estar relacionadas com fenómenos de migração irregular ou com outras atividades ilícitas.
População chamada a comunicar movimentos suspeitos
A Polícia Marítima e a Marinha apelaram à população para que comunique quaisquer movimentações suspeitas detetadas na costa algarvia.
As informações deverão ser transmitidas ao Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa ou ao Comando Local da Polícia Marítima da respetiva área. O reforço operacional foi decidido na sequência da entrada de dezenas de milhares de migrantes em Ceuta, território espanhol situado no norte de África, junto ao estreito de Gibraltar.
A cidade autónoma de Ceuta registou, a partir de 30 de julho, uma entrada em massa de migrantes provenientes de Marrocos.
As autoridades locais estimaram a chegada de cerca de 60 mil pessoas, um número superior às aproximadamente 50 mil entradas contabilizadas pelo Governo espanhol. Até às 18:00 de 31 de julho, hora local, pelo menos 48.300 migrantes tinham regressado voluntariamente a Marrocos, de acordo com o Ministério da Administração Interna espanhol. Num balanço a 1 de agosto, pelo menos 57 pessoas tinham morrido ao tentarem alcançar Ceuta a nado.
Com cerca de 80 mil habitantes, Ceuta é, juntamente com o enclave espanhol de Melilla, uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa.
A.Pinto / HDF
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