Portugal surge entre os países cujos adeptos terão uma das deslocações mais acessíveis para acompanhar a fase de grupos do Mundial 2026, de acordo com um estudo da GIGAcalculator enviado à redação do Postal do Algarve.
A análise teve em conta o preço médio dos voos, a duração média das viagens, os custos de entrada nos países anfitriões e a dificuldade associada a vistos ou autorizações de viagem. O Mundial 2026 será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Segundo os dados divulgados, Portugal ocupa o 8.º lugar entre as seleções com deslocação mais simples para os adeptos, com uma pontuação de 5,14 em 10. O estudo estima que um adepto português pague, em média, 765,07 euros pelo voo, enfrente uma duração média de viagem de 10,2 horas e suporte 36,93 euros em custos de entrada, o que coloca o total estimado em 801,99 euros.

A GIGAcalculator refere que os adeptos portugueses beneficiam de requisitos de entrada considerados reduzidos, associados à autorização ESTA para os Estados Unidos, sem necessidade de visto adicional para assistir a jogos naquele país. Ainda assim, a posição de Portugal é condicionada pela duração mais longa dos voos transatlânticos e por tarifas aéreas superiores às registadas por alguns países europeus mais bem classificados.
No topo da lista das deslocações mais simples surge a França, com um custo total estimado de 630,05 euros e uma pontuação de 2,99 em 10. Seguem-se Noruega, com 617,36 euros e 3,43 pontos, e Inglaterra, com 740,83 euros e 3,81 pontos.
A Colômbia aparece em 4.º lugar, apesar de ter custos de entrada bastante superiores aos dos países europeus analisados. O estudo explica esta posição com a curta duração média dos voos, estimada em 4,2 horas. A Alemanha fecha o top 5 das deslocações mais acessíveis, com um custo total estimado de 608,13 euros.
De acordo com a análise, as seleções europeias ocupam grande parte dos lugares mais favoráveis, beneficiando de custos de entrada baixos, ligações aéreas competitivas e, em vários casos, tempos de voo considerados relativamente moderados para a América do Norte.
No extremo oposto, a África do Sul surge como o país cujos adeptos enfrentam a deslocação mais exigente para o Mundial 2026. O estudo atribui-lhe uma pontuação de 9,53 em 10, com um preço médio de voo de 1.391 euros, uma duração média de 19,3 horas e 450 euros em custos de entrada, num total estimado de 1.841 euros.
Seguem-se Uzbequistão, com 1.737 euros de custo total estimado e 9,18 pontos, Costa do Marfim, com 2.001 euros e 8,86 pontos, Tunísia, com 1.645 euros e 8,67 pontos, e Egito, com 1.341 euros e 8,54 pontos.

A Costa do Marfim é apontada como o país com o custo absoluto mais elevado para os adeptos. Segundo a GIGAcalculator, os seus apoiantes poderão ter de suportar custos de entrada nos Estados Unidos e no Canadá, além de voos médios estimados em 1.480 euros.
O estudo destaca ainda os casos da Argentina e do Qatar. Os adeptos argentinos surgem em 6.º lugar entre as viagens mais exigentes, com um custo total estimado de 1.815 euros, apesar de a competição decorrer no continente americano. Já o Qatar ocupa o 7.º lugar, sobretudo devido ao preço médio dos voos, estimado em 1.351 euros.
A metodologia da análise teve por base preços médios de voos de ida e volta e respetivas durações recolhidos através do Google Flights, considerando as datas da fase de grupos do Mundial 2026. As partidas foram calculadas a partir do principal aeroporto internacional de cada país qualificado para o aeroporto considerado mais acessível para cada jogo.
Os custos de vistos e autorizações de viagem foram calculados em função do país anfitrião de cada partida: Estados Unidos, Canadá ou México. A pontuação final resulta da ponderação entre preço médio dos voos, duração média das viagens e custos totais de entrada.
A GIGAcalculator indica que os dados abrangem as seleções qualificadas confirmadas no momento da investigação, realizada entre 15 e 20 de fevereiro de 2026. Irão e Haiti foram excluídos da classificação devido a restrições de viagem.
















