A Câmara Municipal de Lagos aprovou uma adenda ao Protocolo de Gestão Partilhada celebrado com a Fundação Museu Nacional Ferroviário – Armando Ginestal Machado, passando a ter “legitimidade para assumir os procedimentos internos e externos (isto é, de contratação pública) para a elaboração do Estudo Prévio e dos projetos de arquitetura, museologia e museografia necessários à preparação do espaço para a sua abertura ao público”.
Segundo a autarquia, esta alteração tem como objetivo “simplificar os termos da parceria, de modo a tornar mais célere o processo de reabilitação do Núcleo Museológico” e permitir “devolver à comunidade o acesso à história e a um espaço patrimonial há muito desejado”.
O Protocolo de Gestão Partilhada do Núcleo Museológico de Lagos foi assinado a 30 de julho de 2022, numa cerimónia no Centro Cultural de Lagos que coincidiu com a comemoração dos 100 anos da chegada do comboio à cidade. O espaço, instalado na antiga estação ferroviária, preserva estruturas emblemáticas como a cocheira de locomotivas e a placa giratória, mas encontra-se encerrado devido à necessidade de uma intervenção profunda, à ausência de um discurso expositivo e à falta de recursos humanos para garantir o funcionamento contínuo.
Apesar do encerramento, “quer a Fundação, quer o município, encararam sempre este encerramento como temporário, nunca perdendo de vista o objetivo de valorizar o espaço e reabri-lo ao público”, sublinha a autarquia.
No protocolo inicial, o município já tinha manifestado disponibilidade para “aceitar a transferência da gestão do Núcleo Museológico de Lagos, assumir a execução das obras de requalificação da antiga cocheira e espaço envolvente e a posterior manutenção do edificado”, assegurando também “recursos humanos para o funcionamento do Núcleo, abertura ao público, vigilância, limpeza, promoção e dinamização”. Com a adenda agora aprovada, a Câmara passa igualmente a ser responsável pela elaboração dos projetos técnicos.
O Museu Nacional Ferroviário é um museu de dimensão nacional, com coleção visitável em vários pontos do país. Criado por iniciativa de Armando Ginestal Machado no final da década de 1970, preserva veículos e objetos ferroviários em antigas cocheiras e depósitos, muitos dos quais foram adaptados para visita pública. A Fundação é atualmente responsável por estes espaços, através de Protocolos de Gestão Partilhada com diferentes municípios, que assumem a gestão operacional.
Leia também: Especialistas avisam: se disser estas palavras ‘proibidas’ em chamada pode ficar com a conta bancária ‘limpa’
















