Loulé formalizou a candidatura a Capital Portuguesa da Cultura em 2028, num projeto que tem como embaixadores a escritora Lídia Jorge, o músico Dino D’Santiago e o encenador e dramaturgo Ricardo Neves Neves.
A candidatura foi apresentada numa reunião interna de trabalho realizada no Cineteatro Louletano, que reuniu o executivo municipal, trabalhadores da área da cultura do Município e os três embaixadores. Entre os principais argumentos estão o trabalho desenvolvido nos últimos anos e a Estratégia Municipal da Cultura 2034.

A candidatura conta ainda com os apoios da Região de Turismo do Algarve (RTA), Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e Universidade do Algarve (UAlg).
O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, enquadrou a iniciativa numa estratégia destinada a reforçar o papel da cultura na atratividade do Algarve ao longo de todo o ano.
“O trabalho já vem de trás, o objetivo é reforçar a atratividade anual do Algarve e ao mesmo tempo fazer da cultura o pilar do desenvolvimento da região. Pretendemos que olhem para nós de uma outra forma e que percebam que a Sul também há cultura todo ano. É também um convite para visitar o Algarve e dar a conhecer a cultura algarvia de janeiro a dezembro de 2028”, destacou o autarca.
Estratégia cultural e movimento associativo entre os pontos fortes
Durante a apresentação, Telmo Pinto apontou como uma das vantagens da candidatura o facto de “ser fruto do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nesta área, com o objetivo de a cultura fazer parte da vida das pessoas”.

Entre os indicadores apresentados pelo Município está o crescimento do movimento associativo cultural no concelho. O número de associações passou de 19, em 2013, para 42, em 2026.
A Estratégia Municipal da Cultura 2034 constitui outro dos principais pilares da candidatura. O projeto participativo, iniciado em 2024, estabelece orientações para o desenvolvimento cultural do concelho e prevê vários investimentos e intervenções nas infraestruturas existentes.

Entre os projetos previstos encontra-se a segunda fase do Quarteirão Cultural de Loulé, uma operação de reabilitação urbana que abrange uma área de cinco mil metros quadrados e integra o antigo Convento do Espírito Santo, o Castelo de Loulé e a zona envolvente.
A primeira fase foi inaugurada em 2022, com os Banhos Islâmicos e a Casa Senhorial dos Barreto. O complexo constitui uma das âncoras do Geoparque Algarvensis, classificado como Geoparque Mundial UNESCO e desenvolvido em conjunto pelos municípios de Loulé, Silves e Albufeira.
Novos equipamentos culturais previstos para Loulé e Quarteira
A estratégia contempla também a ampliação e renovação da Biblioteca Municipal, a ampliação do Cineteatro Louletano e a criação do Centro de Artes de Loulé, dedicado às artes visuais.

Está igualmente prevista a ampliação do Conservatório de Música Francisco Rosado, cujo projeto se encontra em fase de execução, assim como a reabilitação do Casino Velho de Quarteira. O futuro equipamento deverá incluir estúdios de música destinados a gravação e ensaio, uma área dedicada ao desenvolvimento de videojogos e espaços para bailes e encontros comunitários e intergeracionais.
A candidatura prevê ainda a criação do Centro de Educação de Cultura de Quarteira, dotado de uma sala principal com fosso para orquestra e capacidade para 500 espectadores, além de uma ‘black box’ e outros espaços.

A apresentação de candidaturas a Capital Portuguesa da Cultura termina a 27 de setembro, estando previsto para 11 de dezembro o anúncio da cidade escolhida para receber o título em 2028.
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