A União dos Sindicatos do Algarve (USAL/CGTP-IN) alertou para o risco de agravamento da situação social na região, na sequência do aumento dos preços associado ao conflito no Médio Oriente.
A posição foi assumida após reunião da Direção da estrutura sindical, realizada na quinta-feira, que analisou o contexto político e social atual.
Segundo a organização, trata-se de uma situação que “se agrava de forma muito significativa e que atinge, brutalmente, os trabalhadores e a população do Algarve”.
Subida de preços preocupa sindicatos
A USAL considera que o atual contexto internacional está a ter impacto direto no custo de vida.
De acordo com a estrutura sindical, “constata-se o aumento do preço dos bens alimentares e da energia, ao mesmo tempo que as empresas petrolíferas ganham mais de 174 milhões de euros de lucro por dia”.
A organização sublinha que o Algarve já enfrenta fragilidades estruturais, que podem ser agravadas por esta conjuntura.
A USAL refere que se trata de “uma região já marcada pela pobreza, pelos baixos salários e pensões e pela falta de serviços públicos e de habitação”.
Neste sentido, defende a adoção de medidas por parte do Governo, nomeadamente a redução do IVA para 6% em bens essenciais, gás e eletricidade, bem como o fim da dupla tributação sobre os combustíveis.
Críticas à política do Governo
A estrutura sindical critica ainda o posicionamento do Executivo em matéria internacional e orçamental.
Segundo a USAL, o Governo “se colocou ao lado dos EUA e de Israel, submisso às orientações da União Europeia, de escalada armamentista e de desvio de recursos nacionais”.
A organização aponta que estes recursos deveriam ser canalizados para áreas como habitação, saúde, educação e coesão social.
Agenda de luta e iniciativas previstas
Durante a reunião, a Direção da USAL avaliou também a atividade reivindicativa recente e definiu ações futuras.
A estrutura destacou iniciativas como a manifestação nacional de 17 de abril, as comemorações dos 50 anos da Constituição, o 25 de Abril e as ações do 1.º de Maio.
Foi ainda aprovada a realização de uma semana de defesa do Serviço Nacional de Saúde, entre 6 e 10 de abril, culminando com uma tribuna pública junto à CCDR Algarve.
Na mesma reunião foram também analisados os Relatórios de Contas e de Atividades relativos a 2025, que foram aprovados por unanimidade.
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