A Assembleia Municipal de Faro aprovou uma saudação evocativa do 25 de Abril e do 1.º de Maio, proposta pelo grupo municipal da CDU, numa sessão marcada por diferentes posições políticas.
A saudação ao 25 de Abril e ao Dia Internacional do Trabalhador foi apresentada pelo grupo municipal da CDU e aprovada na sessão de 28 de abril, por maioria, com cinco votos contra (Chega), sete abstenções (seis do PSD e um do PAN) e dezasseis votos a favor (doze do PS, dois da CDU, um do MPT e um do Livre), tendo sido apresentada uma declaração de voto pela bancada do Partido Chega.
O documento sublinha a importância histórica da Revolução dos Cravos, referindo que “a Revolução dos Cravos semeou esperança, devolveu dignidade a um povo vigiado, perseguido e amordaçado, trouxe liberdade, democracia e paz” .
A proposta destaca ainda o papel das conquistas sociais e políticas alcançadas após 1974, bem como a relevância do poder local democrático na consolidação desses valores.
CDU valoriza conquistas de Abril e direitos dos trabalhadores
Na saudação, os eleitos da CDU defendem que “celebrar Abril é, independentemente das circunstâncias, dizer presente à democracia e à liberdade” , sublinhando a necessidade de preservar os direitos conquistados e de reforçar políticas públicas que promovam justiça social e igualdade.
O documento associa ainda as comemorações ao Dia Internacional do Trabalhador, recordando a luta histórica por melhores condições laborais e afirmando a importância da solidariedade com os trabalhadores.
Entre as deliberações propostas, a Assembleia decidiu saudar o 52.º aniversário do 25 de Abril, o 1.º de Maio e todos os que contribuíram para a conquista e defesa dos valores democráticos.
Chega vota contra e critica conteúdo da moção
A bancada municipal do Chega apresentou uma declaração de voto, justificando o sentido contrário da sua votação. No documento, considera que “votamos CONTRA esta moção, por considerarmos que o documento apresentado é um exemplo de desleixo institucional e de uma tentativa de instrumentalização política” .
O partido critica ainda a junção das duas efemérides num único texto, afirmando que “misturá-las no mesmo texto é um desrespeito pela especificidade de cada uma e uma afronta ao rigor que este órgão deve manter” .
Na declaração, os eleitos defendem que cada data deve ser analisada separadamente, sustentando que a moção “não apresenta fundamentos sólidos nem propostas concretas para o bem comum”.
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