A professora universitária Adriana Marques Silva vai ser a candidata do Livre à Câmara de Faro e disse à Lusa que entre as prioridades da sua candidatura estão a habitação, a educação, a saúde ou a coesão social.
Adriana Marques Silva, de 33 anos, é professora assistente convidada na Escola Superior de Gestão, Hotelaria e Turismo da Universidade do Algarve, onde é também doutoranda em Ciências Económicas e Empresariais na área de Gestão.
Natural de Lisboa, a candidata lembrou que tem “raízes no Alentejo e no Algarve, da parte de mãe e de pai”, respetivamente, mas sublinhou que foi na capital algarvia que escolheu viver e “investir” o seu tempo, tendo sido a escolhida para liderar a candidatura autárquica nas eleições primárias realizadas para esse concelho do Algarve.
“A nossa candidatura assenta em cinco prioridades, cinco pilares específicos: habitação, educação, saúde, qualidade de vida e coesão social”, definiu, considerando que Faro tem “sido negligenciada ao longo dos últimos anos e, como capital de distrito, merece muito mais e melhor”.
Com o atual presidente, Rogério Bacalhau, a finalizar o terceiro e último mandato à frente da autarquia, o Livre olha para este “final de ciclo” como “algo, de certa forma, positivo”, porque o partido acredita que “os farenses sentem também que Faro merece mais e melhor, com mais habitação, mais coesão social, mais ecologia, mais comunidade e, definitivamente, mais qualidade de vida”.
“Queremos que todas as pessoas, sejam da classe operária ou da executiva, se sintam finalmente em casa e em paz em Faro, mas para isto, claro, urge uma visão holística para o município, que até hoje não existiu”, propôs, frisando que essa visão permitirá que “as questões sociais, ambientais e económicas se reforcem mutuamente e não andem de mãos separadas”.
Outra das metas do Livre, indicou, passa por “proteger e valorizar o património natural e ambiental do município, com destaque principal para a Ria Formosa, que deve estar sempre a salvo de interesses políticos e económicos de curto prazo”.
Adriana Marques Silva considerou que, qualquer transformação que implique a Ria Formosa, deve ser “construída com a participação cidadã em todas as fases do seu planeamento” e não ter por base uma “Declaração de Impacte Ambiental que já tem 20 anos e caducou há 18 anos”, como acontece com o projeto do novo porto exterior de Faro, cujas obras se iniciaram no mandato agora a finalizar.
Adriana Marques Silva disse ser ainda cedo para falar no resultado nas eleições autárquicas de 12 de outubro, mas indicou que o Livre pretende “fazer a diferença” e constituir-se como “uma lufada de ar fresco para Faro”, com a participação cívica na base das suas propostas.
Adriana Marques Silva é a quinta candidata a entrar na corrida à presidência da Câmara de Faro, sob gestão do PSD desde 2009, para suceder ao social-democrata Rogério Bacalhau, impedido de se recandidatar pela lei de limitação de mandatos.
Já apresentaram também as suas candidaturas o social-democrata Cristóvão Norte, o socialista António Miguel Pina, o comunista Duarte Baltazar, Pedro Pinto, do Chega, e agora Adriana Marques Silva, pelo Livre.
Nas eleições autárquicas de 2021, a coligação liderada pelo PSD venceu com maioria absoluta, com 47,76% dos votos, elegendo seis dos nove vereadores em disputa, enquanto o PS ficou na segunda posição, com 30,58%, garantindo os restantes três eleitos.
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