Melancias e meloas vendidas já cortadas, comuns em supermercados e frutarias, podem representar um risco acrescido de contaminação alimentar se não forem mantidas em refrigeração constante e manuseadas com higiene, segundo um alerta divulgado em Espanha e replicado nas redes sociais.
A chamada de atenção foi partilhada pela dietista-nutricionista Duna Nicolau num vídeo no TikTok e divulgada pelo portal espanhol 20minutos, num contexto de hábitos de compra que privilegiam a conveniência.
Em causa está o que acontece depois de a fruta ser aberta: a casca deixa de proteger a polpa e o alimento torna-se mais vulnerável à exposição e ao contacto com microrganismos.
Porque é que a fruta cortada pode ser mais sensível
Quando a melancia ou a meloa é cortada, a polpa fica exposta ao ar, a superfícies e a manipulação, aumentando a probabilidade de contaminação se as condições de higiene e conservação não forem as ideais.
No alerta, a especialista refere bactérias associadas a doenças de origem alimentar, como Escherichia coli, Listeria e Salmonella, lembrando que a contaminação pode ter origem em várias fases, incluindo cultivo, transporte e manuseamento.
O risco pode agravar-se se a fruta já cortada estiver fora do frio, mesmo por períodos curtos, porque a combinação de humidade e açúcar favorece a multiplicação de microrganismos.
A “cadeia do frio” é o ponto crítico
A recomendação central é simples: depois de cortada, a fruta deve manter-se refrigerada, sem quebras na chamada “cadeia do frio”, desde a preparação até à compra e ao consumo.
Se a melancia ou a meloa cortadas estiverem em exposição sem refrigeração adequada, ou se passarem demasiado tempo à temperatura ambiente, a segurança alimentar pode ficar comprometida.
Além da temperatura, levanta-se também a questão da manipulação: quem corta, como corta, com que utensílios e em que condições, fatores difíceis de confirmar para o consumidor no ponto de venda.
O que fazer para reduzir o risco em casa
A opção mais segura, segundo o alerta, passa por comprar a fruta inteira e cortá-la em casa, garantindo higiene nas mãos, na tábua e na faca, e guardando de imediato a parte que não é consumida no frigorífico.
Antes de cortar, é uma boa prática lavar a casca por fora (sim, mesmo que não se coma), para evitar que a faca arraste sujidade para a polpa.
Depois de aberta, a fruta deve ficar bem acondicionada (idealmente em recipiente fechado) e ser consumida em poucos dias, respeitando sempre o cheiro, o aspeto e a textura — qualquer alteração anormal é motivo para descartar.
Redes sociais, dicas úteis e prudência
O caso mostra como plataformas como o TikTok têm acelerado a circulação de conselhos de saúde e alimentação, trazendo temas do dia a dia para o debate público.
Ao mesmo tempo, e segundo o 20minutos, a mensagem prática mantém-se: conveniência não deve substituir cuidados básicos de higiene e conservação, sobretudo em alimentos muito perecíveis.
No final, a pergunta deixada pela especialista resume o essencial: vale a pena poupar alguns minutos se isso significar menos controlo sobre como a fruta foi manuseada e conservada.
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