A Torre de Belém, um dos monumentos mais visitados de Portugal, reabre esta semana ao público depois de cerca de um ano encerrada para obras de conservação e restauro. De acordo com a RTP, o regresso das visitas acontece com novas regras de acesso, incluindo um limite diário de visitantes e entradas organizadas por horários definidos ao longo do dia.
A reabertura surge após uma intervenção financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, num investimento superior a um milhão de euros. Segundo a mesma fonte, os trabalhos foram promovidos pela Associação de Turismo de Lisboa, executados pela empresa N-Restauros, Conservação e Restauro, Lda., e coordenados pelo Património Cultural, I.P.
Novo modelo para controlar as visitas
O acesso ao monumento passa agora a funcionar através de intervalos de meia hora, num sistema semelhante ao aplicado no Mosteiro dos Jerónimos. Escreve a estação pública que a entrada será feita por slots horários, permitindo distribuir os visitantes ao longo do dia e reduzir concentrações em determinados períodos.
Conforme a mesma fonte, a Torre de Belém terá um máximo diário de cerca de 900 visitantes. O objetivo passa por melhorar as condições de conservação do edifício e tornar a experiência de visita mais controlada e sustentável.
Obras chegaram a vários pontos do monumento
A intervenção decorreu em diferentes zonas da Torre de Belém, incluindo quatro pisos, um terraço e as escadas interiores em caracol. Refere a RTP que os trabalhos abrangeram áreas em pedra, madeira, rebocos e infraestruturas técnicas.
Teresa Silveira, coordenadora dos trabalhos de conservação e restauro da N-Restauros, explica que antes da intervenção existiam “fungos, líquenes com uma forte colonização biológica”, além de juntas degradadas e fissuras que precisavam de reparação. Acrescenta a publicação que foram também recuperados vários elementos estruturais e decorativos.
Detalhes históricos voltam a ficar visíveis
Segundo a mesma fonte, a limpeza e recuperação da superfície do monumento permitiram revelar pormenores que estavam pouco visíveis devido à acumulação de sujidade. Teresa Silveira refere que “todos os símbolos que têm a ver com a navegação” voltam agora a destacar-se na fachada da torre.
Elementos manuelinos, como esferas armilares, escudos e cruzes associadas à Ordem Militar de Cristo, recuperaram definição visual após os trabalhos de restauro, sobretudo nas zonas voltadas para o rio Tejo.
Imagem renovada para o turismo de Lisboa
André Duque, da Associação de Turismo de Lisboa, considera que a requalificação do monumento poderá reforçar a projeção turística da cidade. O responsável afirma que a Torre de Belém, com “esta cara lavada”, ajudará a promover ainda mais Lisboa junto dos visitantes.
A mesma fonte explica que os trabalhos incluíram melhorias nas caixilharias, rebocos, tetos, sistema elétrico e rede de internet, permitindo atualizar infraestruturas sem alterar as características históricas do edifício.
Monumento ligado à expansão marítima
Construída entre 1514 e 1520, a Torre de Belém é classificada como Património Mundial da UNESCO desde 1983. Segundo a informação disponível na página da Comissão Nacional da UNESCO, o monumento apresenta vários elementos decorativos associados ao estilo manuelino.
Refere a mesma fonte que a decoração inclui calabres, nós, esferas armilares, cruzes da Ordem de Cristo e elementos naturalistas ligados ao período dos Descobrimentos portugueses, tornando a torre uma das referências arquitetónicas mais reconhecidas do país.
Reabertura acontece após quase um ano
A cerimónia oficial de reabertura decorreu na última terça-feira, 26 de maio, com as visitas ao público retomadas no dia seguinte. Conforme a RTP, a reabertura marca o fim de um período de encerramento que durou cerca de um ano. A combinação entre restauro patrimonial e limitação de visitantes pretende garantir melhores condições de preservação futura para um dos monumentos mais procurados de Lisboa.















