Perante condições meteorológicas «extremas», a Grécia atravessa uma situação «extremamente difícil», com vários incêndios em simultâneo, ventos que chegam aos 100 quilómetros por hora e temperaturas elevadas, alertou este domingo, 2 de agosto, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis.
«Estes dias são extremamente difíceis», escreveu o chefe do Governo grego na rede social Facebook, referindo-se às condições meteorológicas e à intensidade do vento.
Kyriakos Mitsotakis reconheceu que «há momentos em que a natureza e a intensidade dos fenómenos meteorológicos ultrapassam qualquer planeamento humano e qualquer capacidade operacional».
Em apenas uma semana, mais de 12 mil hectares de floresta e terrenos agrícolas foram destruídos pelas chamas, em plena época turística.
País está no nível máximo de alerta
Frequentemente atingida por incêndios durante o verão, devido às ondas de calor e à seca, a Grécia tinha escapado aos grandes fogos no início da atual época estival, ao contrário de França e Espanha.
O país encontra-se agora no nível máximo de alerta, com vários incêndios ativos e os bombeiros mobilizados em diferentes regiões.
Um dos fogos que mais preocupa as autoridades deflagrou na sexta-feira em Porto Germeno, a cerca de 70 quilómetros a noroeste de Atenas, nas margens do Golfo de Corinto.
Théodore Giannaros, meteorologista especializado em incêndios e investigador do Observatório Nacional de Atenas na Grécia, considerou muito provável que o fogo venha a atingir grandes dimensões.
«Infelizmente, é muito provável, para não dizer quase certo, que este incêndio venha a ser classificado como um megaincêndio», afirmou, citado pela agência France-Presse.
Cerca de 500 operacionais estavam mobilizados em Porto Germeno, enquanto outros 100 combatiam um incêndio em Aigialia, no norte da península do Peloponeso.
Um novo fogo deflagrou ainda na noite de sábado na ilha de Cefalónia, no mar Jónico.
Três bombeiros morreram numa semana
O ministro grego da Proteção Civil, Evangelos Tournas, afirmou no sábado que os bombeiros foram «levados ao limite» pelas várias ocorrências e pelas condições adversas.
Três bombeiros morreram durante a última semana no exercício das suas funções: dois na ilha de Creta e outro no Peloponeso.
A intensidade dos ventos tem condicionado também a intervenção dos meios aéreos, dificultando a recolha de água e as descargas sobre as zonas em chamas.
De acordo com Evangelos Tournas, o vento criou «condições extremamente difíceis, provocando numerosas situações em que os aviões não conseguiram recolher água nem efetuar descargas devido à forte turbulência».
A Grécia está entre os países da região mediterrânica mais afetados pela crise climática, enfrentando com frequência temperaturas elevadas, secas prolongadas e incêndios florestais durante os meses de verão.
A.Pinto / HDF
Leia também: Adeus Espanha e Grécia? Britânicos consideram esta praia no Algarve como a melhor da Europa para o verão de 2026















