O músico Jorge Palma morreu na noite desta segunda-feira, 21 de setembro, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória, segundo informação divulgada pela família.
A notícia foi avançada pela Lusa, que cita um comunicado da família e da agência do artista. Jorge Palma deixa uma obra construída ao longo de mais de cinco décadas, com presença regular nos palcos e uma discografia que marcou várias gerações da música portuguesa.
Família confirma morte do músico
No comunicado, a família refere que a morte ocorreu na segunda-feira à noite e recorda o legado deixado pelo cantor e compositor.
Jorge Palma nasceu em Lisboa, a 4 de junho de 1950, e começou desde muito cedo a ter contacto com a música. Tocava piano ainda em criança e iniciou os estudos formais no Conservatório poucos anos depois.
A música acabaria por tornar-se o centro da sua vida, embora o percurso tenha passado por várias fases, desde atuações nas ruas de cidades europeias até aos grandes palcos portugueses.
Carreira começou nos anos 70
Jorge Palma estreou-se em disco em 1972 e, ao longo das décadas seguintes, construiu uma discografia extensa.
Entre os trabalhos mais conhecidos encontram-se “O Lado Errado da Noite”, de 1985, “Quarto Minguante”, de 1986, “Bairro do Amor”, de 1989, “Jorge Palma”, de 2001, “Voo Nocturno”, de 2007, e “Com Todo o Respeito”, lançado em 2011.
Em 1991 editou “Só”, trabalho centrado na voz e no piano que se tornou uma das referências da sua carreira.
Ao longo dos anos, temas como “Frágil”, “Encosta-te a Mim”, “Dá-me Lume” e “Deixa-me Rir” passaram a integrar o repertório mais reconhecido do músico.
Passou pelos Rio Grande e Palma’s Gang
A carreira de Jorge Palma também ficou marcada pelas várias colaborações que manteve com outros músicos portugueses.
Fez parte de projetos como Palma’s Gang, Rio Grande e Cabeças no Ar, tendo também trabalhado ou atuado com vários nomes da música nacional.
Com Sérgio Godinho gravou em 2015 o álbum ao vivo Juntos, resultado da colaboração entre dois dos cantautores mais conhecidos da música portuguesa.
Jorge Palma participou igualmente no Festival RTP da Canção de 1975, apresentando “Viagem” em nome próprio e participando ainda noutra composição nessa edição.
Piano acompanhou-o desde criança
Apesar de também ter ficado associado à guitarra, sobretudo nos anos em que percorreu várias cidades europeias, o piano permaneceu sempre um instrumento central na sua obra.
O músico concluiu mais tarde o Curso Superior de Piano, em 1991, depois de ter retomado os estudos musicais já com uma carreira estabelecida.
Em entrevistas anteriores, Jorge Palma descrevia a música como uma parte essencial da própria existência e continuou a atuar regularmente ao longo das últimas décadas.














