As praias das ilhas-barreira da Ria Formosa continuam entre os destinos mais procurados do Algarve durante os meses mais quentes. Conhecidas pelas águas calmas, extensos areais e acessos por barco, estas zonas atraem cada vez mais visitantes nacionais e estrangeiros. Ainda assim, as condições do mar e a ausência de vigilância balnear em determinadas alturas do ano continuam a gerar preocupações.
De acordo com o jornal Correio da Manhã, dois banhistas foram resgatados no domingo na ilha da Fuseta, em Olhão, depois de terem sido arrastados por um agueiro. O salvamento foi feito por dois surfistas que se encontravam no mar naquele momento.
Surfistas perceberam que havia perigo
Segundo a mesma fonte, João Arco e Gonçalo Pires estavam a surfar quando se aperceberam de que um homem se encontrava em dificuldades dentro de água. A mulher da vítima entrou entretanto no mar para tentar ajudá-lo, mas acabou igualmente por ser apanhada pela força da corrente. Ambos ficaram em situação de risco antes de serem retirados da água.
O homem acabou por ser resgatado por um dos surfistas já sem sentidos. Escreve o jornal que a vítima recuperou a consciência depois de chegar ao areal. A mulher foi também retirada do mar com a ajuda dos surfistas e os dois banhistas acabaram assistidos no local por equipas do INEM, acrescenta a publicação.
Segurança balnear volta a ser discutida
O caso voltou a levantar preocupações relacionadas com a segurança naquela zona balnear da ilha da Fuseta, sobretudo em dias de mar de levante. Segundo o Correio da Manhã, a praia ainda não dispõe de nadadores-salvadores.
As correntes marítimas e os chamados agueiros são frequentes em algumas praias algarvias e podem tornar-se perigosos mesmo em dias aparentemente tranquilos, sobretudo para banhistas menos habituados ao mar.
Uma ilha cada vez mais procurada
Apesar do incidente, a ilha da Fuseta continua a ser vista como um dos locais mais procurados da Ria Formosa durante o verão. De acordo com o portal turístico Algarve Portugal Tourism, esta zona é considerada por muitos um dos segredos mais discretos do Algarve. A publicação refere que a ilha se encontra a cerca de 10 quilómetros de Olhão e continua a ser frequentada sobretudo por residentes da região, embora o número de visitantes tenha vindo a aumentar de ano para ano.
Segundo a mesma fonte, o nome “ilha da Fuseta” corresponde apenas ao lado nascente da ilha, sendo que a parte poente é conhecida como ilha da Armona. A ilha integra o Parque Natural da Ria Formosa e estende-se ao longo de cerca de nove quilómetros. Explica o site que existem ligações regulares por barco entre a vila piscatória da Fuseta e a ilha, além de ferries com partida de Olhão para o lado da Armona.
Paisagem atrai cada vez mais visitantes
As águas mais calmas da ria, os extensos areais e o ambiente menos urbano continuam entre os fatores que atraem visitantes para esta zona do sotavento algarvio. Segundo a mesma fonte, muitos turistas procuram precisamente praias menos massificadas e com um ambiente mais tranquilo do que aquele encontrado noutras zonas do Algarve durante a época alta.
O salvamento realizado pelos surfistas surge numa altura em que aumenta a afluência às praias algarvias e em que várias zonas balneares ainda aguardam o reforço completo dos meios de vigilância. O episódio na ilha da Fuseta voltou a chamar a atenção para os riscos associados às correntes marítimas e para a importância da vigilância balnear em praias cada vez mais procuradas pelos visitantes.
















