A alimentação é um dos fatores que pode influenciar o risco de cancro colorretal. Embora não exista uma forma única de prevenir a doença, alguns hábitos podem ajudar a reduzir o risco, sobretudo quando fazem parte de um estilo de vida mais equilibrado.
Segundo o EatingWell, site de saúde e alimenção, o gastroenterologista e oncologista Christopher G. Cann aponta a carne vermelha e a carne processada como alimentos que devem ser limitados quando o objetivo é proteger a saúde do cólon. O especialista defende que estes produtos estão associados a um risco mais elevado de cancro do cólon e devem ser consumidos com moderação.
Carne vermelha e processada deve ser limitada
“Alimentos como carne vermelha, enchidos e processados estão associados a um risco elevado de cancro do cólon e devem ser consumidos com moderação”, afirmou Christopher G. Cann ao EatingWell.
Neste grupo entram alimentos como presunto, chouriço, salsichas, bacon e outros produtos processados à base de carne. A recomendação não significa que seja necessário eliminar todos estes alimentos de forma absoluta, mas sim reduzir a frequência com que são consumidos.
O especialista sublinha que uma das decisões mais importantes para a saúde intestinal passa por diminuir o consumo de carne vermelha e processada. A relação entre estes alimentos e o cancro colorretal tem sido estudada nos últimos anos, com várias investigações a apontarem para uma associação entre o consumo regular e maior risco da doença.
Moderação é a palavra-chave
O EatingWell recorda um estudo publicado em 2021 pela Associação Americana para Pesquisa do Cancro, segundo o qual o consumo regular de carne vermelha e processada pode estar ligado a mutações em tumores do cólon.
Além do possível impacto no risco de cancro colorretal, o consumo frequente de carne vermelha tem sido associado a outros problemas de saúde, incluindo maior risco de doenças cardíacas e demência, podendo também afetar negativamente o sistema imunitário.
Ainda assim, Christopher G. Cann deixa uma ressalva importante. Para o médico, não é necessário adotar uma abordagem radical nem eliminar para sempre um alimento ou bebida da dieta. “É difícil para mim justificar nunca mais comer um determinado alimento ou bebida, mas limitar o consumo de certos alimentos e bebidas é importante”, afirmou.
Álcool, tabaco e sedentarismo também pesam
A alimentação não é o único fator a ter em conta. O especialista aponta também o consumo de álcool como um hábito que deve ser limitado. Segundo Cann, o álcool pode aumentar o risco de cancro do cólon, além de estar associado a outros tipos de cancro, como os do fígado, estômago, esófago e garganta.
O tabaco é outro fator de risco relevante. Embora seja frequentemente associado ao cancro do pulmão e da boca, também pode influenciar o risco de cancro colorretal. O texto citado pelo EatingWell refere estudos recentes que apontam para um risco até 39% maior de cancro do cólon entre fumadores.
O estilo de vida sedentário também deve ser evitado. A prática regular de atividade física pode ajudar a reduzir o risco de cancro do cólon. Christopher G. Cann refere que o exercício físico demonstrou reduzir esse risco em até 30%, citando um estudo de 2019 publicado na revista Medicine and Science in Sports and Exercise.
Pequenas escolhas podem fazer diferença
A mensagem principal do especialista não passa por proibições absolutas, mas por equilíbrio. Reduzir o consumo de carne vermelha e processada, limitar o álcool, evitar fumar e manter uma rotina com atividade física são medidas que podem contribuir para uma melhor saúde intestinal.
No caso da alimentação, a moderação é essencial. Trocar com maior frequência carnes processadas por alimentos menos processados, legumes, frutas, cereais integrais, leguminosas e fontes de proteína mais variadas pode ser uma forma simples de cuidar do cólon e reduzir fatores de risco associados à doença.
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