A descida acentuada das temperaturas nos próximos dias levou a Direção-Geral da Saúde (DGS) a emitir um alerta à população, sublinhando que o frio aumenta o risco de agravamento de doenças crónicas e pode ter impacto sério na saúde, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis. O aviso surge numa altura em que o país entra num período de tempo tipicamente invernal, com frio intenso, geadas e temperaturas negativas em algumas regiões.
De acordo com a Direção-Geral da Saúde, a exposição prolongada ao frio pode agravar patologias cardiovasculares, respiratórias e reumáticas, além de aumentar o risco de infeções respiratórias. O organismo pede especial atenção aos cuidados diários, lembrando que muitos dos problemas associados ao frio podem ser evitados com medidas simples.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o cenário meteorológico para os próximos dias inclui uma descida significativa das temperaturas, com alguns distritos do Norte a registarem valores negativos, sobretudo durante a noite e madrugada.
Hidratação, alimentação e proteção da pele
Entre as principais recomendações da DGS está a importância de manter uma boa hidratação, mesmo quando a sensação de sede é menor. Beber água regularmente, consumir bebidas quentes e incluir sopa nas refeições ajuda a manter o organismo hidratado e a conservar o calor corporal.
A pele é outro ponto sensível nesta altura do ano. De acordo com as indicações publicadas pela DGS, deve-se manter a pele bem hidratada, com especial atenção ao rosto, às mãos e aos lábios, zonas mais expostas ao frio e ao vento.
No plano alimentar, o organismo aconselha refeições mais frequentes, encurtando o tempo entre elas, e um reforço do consumo de alimentos ricos em vitaminas, sais minerais e antioxidantes, como frutas e hortícolas. Segundo a mesma fonte, estes nutrientes contribuem para fortalecer o sistema imunitário e reduzir o risco de infeções.
Por outro lado, a DGS recomenda evitar alimentos fritos ou com elevado teor de gordura e açúcar, que podem dificultar a digestão e não contribuem para a regulação térmica do organismo.
Álcool, sedentarismo e falsos mitos
Um dos alertas mais claros deixados pelas autoridades de saúde diz respeito ao consumo de álcool. A DGS lembra que as bebidas alcoólicas criam uma falsa sensação de calor, mas na realidade aumentam o risco de hipotermia, uma vez que favorecem a perda de calor corporal.
Também dentro de casa há cuidados a ter. Permanecer sentado durante longos períodos deve ser evitado. Segundo explica a DGS, levantar-se regularmente, fazer pequenos movimentos e circular pela casa ajuda a manter a temperatura corporal e reduz o risco de problemas associados ao sedentarismo.
Grupos mais vulneráveis exigem atenção redobrada
A Direção-Geral da Saúde pede especial cuidado com crianças pequenas, pessoas idosas, doentes crónicos, trabalhadores ao ar livre e pessoas em situação de isolamento ou sem-abrigo. Estes grupos estão mais expostos aos efeitos do frio e podem não reconhecer de imediato sinais de agravamento do estado de saúde.
De acordo com a publicação, é aconselhável planear com antecedência, garantindo que existem em casa medicamentos e alimentos suficientes, sobretudo quando as condições meteorológicas dificultam as deslocações. Para quem não consegue sair de casa, a DGS recomenda identificar previamente familiares, vizinhos ou outras pessoas que possam ajudar na obtenção de bens essenciais.
Cuidados no exterior e prevenção de riscos
No exterior, a DGS aconselha a evitar esforços físicos intensos durante períodos de frio mais acentuado. Vestir várias camadas de roupa, proteger extremidades como mãos, pés e cabeça e reduzir o tempo de exposição ao frio são medidas simples, mas eficazes.
Com a previsão de temperaturas baixas e possível formação de gelo em algumas regiões, as autoridades alertam também para o risco acrescido de quedas e acidentes, recomendando cautela nas deslocações.
Num contexto de frio intenso, os especialistas sublinham que a prevenção é a melhor aliada. Pequenos gestos diários podem fazer a diferença e evitar complicações de saúde numa altura em que o inverno se faz sentir com maior intensidade.
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