Os Jogos de Quelfes foram distinguidos como o melhor projeto de educação olímpica do mundo ao conquistarem o Prémio AOI 2026, atribuído pela Academia Olímpica Internacional, numa cerimónia realizada em Olímpia, na Grécia.
O anúncio foi feito esta quarta-feira durante a 19.ª Sessão Internacional para Delegados de Academias Olímpicas Nacionais e Comités Olímpicos Nacionais.

A distinção reconhece o trabalho desenvolvido pelo projeto Atlantíada/Jogos de Quelfes, iniciativa educativa e desportiva sediada em Olhão que promove os valores do Olimpismo junto de crianças do ensino básico, envolvendo escolas, municípios e comunidades de Portugal e Espanha.
O presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, considera que o prémio “honra Olhão” e comprova a qualidade do trabalho desenvolvido na área da educação, juventude e valores do desporto.
Projeto de Olhão distinguido pela Academia Olímpica Internacional
Segundo Ricardo Calé, os Jogos de Quelfes são “uma referência nacional e internacional na educação olímpica” e representam “um exemplo inspirador” de promoção da inclusão, respeito e cooperação através do desporto e da cidadania.
Também o presidente da Academia Olímpica de Portugal, Tiago Viegas, afirmou que esta distinção é “motivo de orgulho”, sobretudo para todos os que contribuem diariamente para o desenvolvimento do projeto.
O responsável destacou ainda que os Jogos de Quelfes foram reconhecidos “aos olhos do mundo” como “o melhor do mundo” na área da Educação Olímpica.
O júri internacional valorizou especialmente a continuidade do projeto ao longo do ano letivo, através de atividades educativas inspiradas nos valores olímpicos da amizade, respeito e solidariedade.
Projeto nasceu em Olhão e envolve escolas de Portugal e Espanha
Criado em 2010 por Gustavo Marcos, o projeto inspira-se na mitologia local da zona da Escola Básica de Marim e na herança da Grécia Antiga, promovendo competências pessoais e sociais, cooperação entre escolas e cultura de paz.
Segundo o mentor da iniciativa, os Jogos de Quelfes procuram “o desenvolvimento harmonioso do ser humano, ao nível físico, intelectual, ético e artístico”, seguindo o ideal defendido por Pierre de Coubertin.

Gustavo Marcos destacou ainda o esforço conjunto de associações, autarquias, escolas e da Academia Olímpica de Portugal, agradecendo ao júri internacional por reconhecer “o valor humanístico” transmitido pelo projeto.
Esta foi a primeira edição dos Prémios AOI, criados em 2025 para distinguir projetos educativos promovidos por academias olímpicas nacionais e comités olímpicos.
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