As viagens à Tailândia continuam a atrair muitos turistas europeus, incluindo portugueses, pela combinação de praias, cultura, gastronomia, natureza e preços ainda competitivos face a outros destinos de longa distância. Mas as regras de entrada no país estão a mudar e podem obrigar alguns viajantes a preparar melhor a estadia antes de partir.
O Governo tailandês aprovou a revisão dos regimes de isenção de visto e de visto à chegada, numa alteração que acaba com a isenção de 60 dias para os 93 países e territórios abrangidos por esse regime.
A decisão foi comunicada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia, após aprovação em Conselho de Ministros a 19 de maio, de acordo com o jornal espanhol 20minutos.
Na prática, os turistas que até agora podiam permanecer na Tailândia até 60 dias sem pedir visto deverão passar a contar, em muitos casos, com uma isenção mais curta, de 30 dias. Esta mudança é particularmente relevante para quem viaja a partir de Portugal e costuma planear férias longas no país, seja em Banguecoque, Phuket, Chiang Mai, Krabi ou nas ilhas tailandesas.
O que muda para os turistas
A Tailândia tinha alargado, em julho de 2024, o regime de isenção de visto para 60 dias, abrangendo cidadãos de 93 países e territórios. Esse regime permitia entrar no país para turismo, negócios pontuais ou trabalhos urgentes de curta duração, podendo ainda haver uma extensão até 30 dias, sujeita à decisão das autoridades de imigração.
Com a revisão agora aprovada, esse modelo de 60 dias será revogado, de acordo com a mesma fonte. O novo enquadramento prevê apenas um regime de isenção por país ou território, a revisão da isenção de 30 dias para turismo e a redução da lista de países elegíveis de 57 para 54.
As regras definitivas dependem ainda dos anúncios do Ministério do Interior tailandês.
Por que é que a Tailândia vai apertar as regras?
As autoridades tailandesas justificam a alteração com vários fatores, incluindo segurança nacional, interesses económicos e turísticos, reciprocidade entre países e a necessidade de reduzir sobreposições entre regimes de isenção de visto.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros tailandês também refere a existência do sistema e-Visa como uma alternativa mais simples para quem precisa de visto.
A medida surge depois de um período em que a Tailândia tentou reforçar a recuperação do turismo após a pandemia, facilitando a entrada de visitantes estrangeiros. Agora, o país pretende manter a atratividade turística, mas com maior controlo sobre estadias prolongadas e usos indevidos das isenções de visto.
Portugueses devem confirmar antes de viajar
Para os turistas portugueses, a principal mudança está no planeamento da duração da viagem. Quem quiser ficar até 30 dias deverá continuar atento à lista final de países abrangidos pelo novo regime, enquanto estadias mais longas poderão exigir pedido de visto ou outro enquadramento adequado ao motivo da deslocação.
Ainda assim, a alteração não entra em vigor de imediato. Segundo o Departamento dos Assuntos Consulares da Tailândia, os detalhes serão publicados no Royal Gazette e só produzirão efeitos 15 dias depois dessa publicação. Até lá, continuam em vigor as condições atuais.
A mesma entidade esclarece, citada pela mesma fonte, que os estrangeiros que já estejam na Tailândia ao abrigo do regime atual, ou que entrem antes da entrada em vigor das novas regras, poderão permanecer no país até ao fim do período autorizado à chegada. Ou seja, a alteração não deverá retirar dias a estadias já concedidas.
O que fazer antes de marcar viagem
Quem está a pensar viajar de Portugal para a Tailândia deve verificar as regras junto das autoridades oficiais antes de comprar voos ou reservar alojamento para estadias longas. Esta cautela é especialmente importante para quem planeia ficar mais de um mês, viajar por várias zonas do país ou combinar férias com trabalho remoto.
A recomendação, de acordo com o 20minutos, passa por confirmar a validade do passaporte, verificar se a estadia prevista cabe no período sem visto e, se necessário, recorrer ao sistema tailandês de e-Visa. Para viagens curtas, a mudança pode ter pouco impacto. Para quem queria ficar dois ou três meses, a preparação passa a ser essencial.















