Um caso insólito está a ser investigado pelas autoridades em Odivelas. Um casal terá vivido durante vários meses com o cadáver do pai do homem dentro da habitação, numa situação que terá sido descoberta depois de o senhorio estranhar a falta de pagamento da renda.
Segundo as informações avançadas pelo Correio da Manhã e pelo Jornal de Notícias, o corpo encontrava-se já em avançado estado de decomposição quando a Polícia de Segurança Pública foi chamada ao local.
As autoridades procuram agora perceber há quanto tempo o homem tinha morrido e em que circunstâncias ocorreu o óbito.
Corpo foi encontrado dentro da habitação
O caso ocorreu na zona da Serra da Luz, na Pontinha e Famões, concelho de Odivelas.
O idoso vivia na mesma casa que o filho e a nora, que estará grávida. A família viveria em condições consideradas precárias.
De acordo com os relatos publicados, o corpo terá permanecido dentro da habitação durante um período prolongado sem que a morte fosse comunicada às autoridades.
Suspeita envolve dinheiro da reforma
Uma das hipóteses agora em investigação é particularmente grave.
Segundo o Correio da Manhã, o casal terá mantido o cadáver dentro de casa para continuar a receber o dinheiro da reforma do idoso.
Até ao momento, contudo, não foram divulgados detalhes sobre os montantes em causa nem sobre a forma como esse dinheiro terá sido movimentado após a morte.
Senhorio deu o alerta
O alerta terá sido dado pelo senhorio da habitação, depois de deixar de receber o pagamento da renda.
A situação levou à intervenção das autoridades e, no dia 14 de agosto, agentes da divisão da PSP de Loures deslocaram-se à residência.
No interior, terão encontrado o cadáver do homem já num avançado estado de decomposição.
Polícia Judiciária investiga o caso
Ainda não foi divulgado há quanto tempo o corpo permanecia no interior da casa.
Também não são conhecidas, nesta fase, as circunstâncias exatas da morte, pelo que não é possível concluir se existiu algum tipo de intervenção de terceiros.
A Polícia Judiciária confirmou que está a investigar o caso, enquanto continuam a ser apurados os contornos da situação.
Muitas perguntas continuam sem resposta
Entre as questões por esclarecer está a data exata da morte do idoso e durante quanto tempo os restantes moradores permaneceram na casa com o cadáver.
As autoridades terão ainda de apurar se houve efetivamente recebimento indevido da pensão após a morte e quem terá movimentado esses valores.
O caso deverá continuar sob investigação até ser possível reconstruir o que aconteceu dentro da habitação e determinar eventuais responsabilidades criminais.
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