O Algarve registou, no passado mês de janeiro, um aumento de 1,2% nos proveitos globais do alojamento turístico, apesar de uma quebra homóloga de 4,7% nas dormidas, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No primeiro mês do ano, a região contabilizou 543,8 mil dormidas, refletindo a variação negativa já assinalada. Ainda assim, o mercado interno apresentou um comportamento positivo, com um crescimento de 1% no número de hóspedes nacionais e uma subida de 0,6% nas dormidas de residentes.

Este desempenho confirma a relevância estratégica da procura interna, particularmente num início de ano marcado por condições meteorológicas adversas em várias regiões do país, que condicionaram a atividade turística.
Outro indicador em destaque é a estada média de 3,48 noites – a mais elevada do continente e acima da média nacional -, reforçando a capacidade do Algarve para reter visitantes por períodos mais prolongados e potenciar maior receita por turista.
O crescimento dos proveitos, num contexto de diminuição do número global de dormidas, reflete uma estratégia orientada para a valorização da procura, assente na qualificação da oferta, na diversificação de mercados e na captação de segmentos com maior capacidade de despesa.
Segundo André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, “os resultados de janeiro devem ser lidos com equilíbrio. Já antecipávamos que as condições meteorológicas particularmente adversas no início do ano teriam impacto na procura, sobretudo internacional. Ainda assim, o Algarve volta a demonstrar resiliência, com crescimento do mercado interno e aumento dos proveitos, mesmo num contexto de menor volume de dormidas. Mantemos a estada média mais elevada do continente, um sinal claro da atratividade do destino e da capacidade de gerar valor. Continuaremos focados na qualificação da oferta, na diversificação de mercados e na redução da sazonalidade, ao longo de todo o ano e em todo o território”.
Os dados agora divulgados reforçam a estratégia regional centrada na qualificação da oferta, na diversificação da procura e na mitigação da sazonalidade.
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