O Governo decidiu restringir às regiões com maior carência de professores o acréscimo remuneratório de 750 euros atribuído aos docentes que aceitem adiar a aposentação e continuar a lecionar.
A medida foi aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros e anunciada pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, que recordou que o apoio financeiro já tinha sido aplicado no último ano letivo, uma solução que “funcionou” mas que “em muitos casos não se justifica”.
No último ano letivo, “2.200 professores prolongaram a sua carreira para além da idade da aposentação”, recebendo, por esse motivo, um acréscimo de 750 euros, explicou Fernando Alexandre.
Algarve entre as regiões abrangidas pela medida
A medida, integrada no plano + Aulas + Sucesso, será aplicada este ano a um conjunto mais reduzido de regiões e escolas das áreas de Lisboa, da Península de Setúbal e do Algarve, identificadas como as mais carenciadas, acrescentou.
No ano passado, estavam identificados 10 Quadros de Zona Pedagógica (QZP) carenciados, abrangendo 258 Unidades Orgânicas.
A partir de setembro, esse número desce para oito QZP, envolvendo 235 Unidades Orgânicas da Grande Lisboa, da Península de Setúbal e do Algarve, revelou o ministro.
A medida integra um pacote destinado a evitar que os alunos permaneçam sem aulas durante períodos prolongados.
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