Uma embalagem de arroz de pato pré-feito que já esteja aberta, com fugas ou com a película de proteção rasgada não deve ser ignorada. Tal como acontece com outras refeições pré-embaladas, quando a integridade do recipiente está comprometida, a opção mais segura é não consumir o produto. A Food and Drug Administration (FDA), autoridade norte-americana dos alimentos e medicamentos, recomenda não comprar alimentos com embalagens abertas, rasgadas ou danificadas.
A mesma entidade aconselha a verificar a selagem e a comparar uma embalagem suspeita com outras do mesmo produto. Alimentos com bolor, alterações anormais de cor ou cheiro desagradável também não devem ser consumidos. Estas recomendações são cuidados gerais de segurança alimentar, não exclusivos do arroz de pato.
Frio também é essencial no arroz de pato pronto
O estado exterior do recipiente não é o único elemento a observar. No caso do arroz de pato refrigerado, existem produtos que devem ser conservados entre 0 e 5 graus, como indica a ficha da refeição Tá Pronto, disponibilizada pela Sogenave. Já as versões congeladas exigem conservação no congelador, à temperatura indicada no rótulo, até ao momento da descongelação ou preparação previsto nas instruções.
No seu guia de compras de arroz de pato, a DECO PROteste aconselha a deixar esta refeição congelada para o final das compras e a transportá-la num saco isotérmico, reduzindo o risco de descongelação durante o trajeto para casa. Recomenda também que a preparação siga as instruções da embalagem.
A indicação de não voltar a congelar deve igualmente ser respeitada. Na informação do arroz de pato congelado da Pascoal, por exemplo, o fabricante determina que o produto não seja novamente congelado depois de iniciado o processo de descongelação. As condições concretas de conservação devem ser confirmadas no rótulo de cada refeição.
Data indicada no rótulo também deve ser verificada
Nas refeições prontas refrigeradas, a data-limite de consumo assume particular importância. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) distingue a indicação “Consumir até”, aplicada a alimentos microbiologicamente muito perecíveis, da expressão “Consumir de preferência antes de”, que identifica a data de durabilidade mínima. A primeira está relacionada com a segurança; a segunda, sobretudo com a manutenção das características de qualidade.
Por isso, um arroz de pato cuja data “Consumir até” tenha sido ultrapassada não deve ser consumido apenas porque mantém um aspeto ou cheiro normais. Conforme explica a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), podem existir bactérias prejudiciais que não são detetáveis pela aparência ou pelo odor. Mesmo antes dessa data, é necessário cumprir as condições de conservação indicadas.
Da mesma forma, estar dentro do prazo não torna aceitável uma embalagem com fugas ou com a selagem comprometida. A recomendação da FDA de rejeitar produtos danificados mantém-se: a data impressa não substitui a verificação do estado do recipiente e do alimento.
Depois de aberto também há cuidados a ter
O modo de conservação muda novamente após a abertura. Há refeições de arroz de pato comercializadas em Portugal cujas instruções determinam que o conteúdo seja consumido no próprio dia. É o caso do Arroz de Pato Cozinha Continente, cuja informação de utilização também indica que, depois de aquecido, o produto não deve voltar a ser refrigerado. São instruções específicas dessa refeição, não uma regra única para todos os produtos.
Assim, antes de colocar uma refeição pronta no forno ou no micro-ondas, vale a pena observar primeiro o recipiente. Se a embalagem que protege os alimentos já estiver aberta, rasgada, com fugas ou apresentar uma selagem comprometida, não consuma o arroz de pato. Perante uma embalagem suspeita encontrada na loja, a FDA recomenda alertar o responsável do estabelecimento.















