As autoridades policiais detiveram sete homens suspeitos de integrarem um grupo criminoso organizado que terá causado prejuízos de cerca de 1,6 milhões de euros a empresas e entidades financeiras, anunciou esta quinta-feira a Polícia Judiciária (PJ).
As detenções ocorreram no âmbito da operação “Alta Gama”, conduzida pela Diretoria do Sul da PJ em várias regiões do país e que “desmantelou um grupo criminoso organizado, especializado na aquisição de sociedades através de ‘sócios de favor’, com o objetivo de lesar empresas e entidades financeiras para obter enriquecimento ilegítimo”, informou a Judiciária em comunicado.
“As diligências decorreram em Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Guarda, Oliveira do Hospital, Albufeira, Quarteira e Vilamoura”, precisou a PJ. A operação envolveu o cumprimento de 11 mandados de busca domiciliária e dois em estabelecimentos comerciais, tendo resultado na detenção dos suspeitos e na respetiva indiciação pelos crimes de associação criminosa, burla qualificada e branqueamento de capitais.
Os detidos têm idades compreendidas entre os 49 e os 63 anos e desempenhavam “diferentes níveis de intervenção na estrutura do grupo”, cuja atividade criminosa decorria “de forma ininterrupta desde, pelo menos, o início de 2024”, segundo a Polícia Judiciária.
Grupo recorria a sociedades e “sócios de favor”
“O ‘modus operandi’ passava pela obtenção de financiamentos e mercadorias, além da aquisição de viaturas de alta cilindrada em regime de locação financeira. Estes veículos eram, posteriormente, ‘rematriculados’ no estrangeiro e revendidos a terceiros”, esclareceu.
A PJ estimou que, “até ao momento, os prejuízos patrimoniais apurados ascendam a mais de 1.600.000 euros”, embora admita que este montante possa aumentar com o desenvolvimento da investigação.
Operação passou por Albufeira, Quarteira e Vilamoura
Além das detenções, as autoridades apreenderam três viaturas, documentação diversa e cerca de 40.000 euros.
A Diretoria do Sul da PJ contou com o apoio dos Departamentos de Investigação Criminal de Braga e da Guarda, bem como das Diretorias do Norte e do Centro.
O processo é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Faro.
Os sete detidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das eventuais medidas de coação, acrescentou a Polícia Judiciária.
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