A Polícia Judiciária (PJ) alertou para um esquema de burla de clonagem de cartões bancários em caixas Multibanco e terminais de pagamento automático (TPA) que já fez vítimas em Portugal. O método, conhecido por “skimming”, permite copiar os dados dos cartões e o código PIN dos utilizadores através de dispositivos ocultos instalados nos equipamentos.
De acordo com o Pplware, site especializado em tecnologia, a investigação foi conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Cibercriminalidade e Criminalidade Tecnológica (UNC3T) e culminou com a detenção de quatro suspeitos, três homens e uma mulher, com idades entre os 24 e os 46 anos.
As detenções ocorreram nas regiões de Lisboa, Montijo e Torres Vedras, no âmbito da operação “Carta Branca”, que visou desmantelar o grupo responsável pelo esquema.
Esquema de clonagem sofisticado
Os suspeitos utilizavam dispositivos falsos colocados nas ranhuras dos Multibancos para capturar a informação das bandas magnéticas dos cartões. Ao mesmo tempo, uma microcâmara dissimulada gravava o momento em que os clientes introduziam o PIN.
Com estes dados, os burlões conseguiam criar cópias perfeitas dos cartões originais e realizar levantamentos ou pagamentos em terminais sob o seu controlo.
Segundo a mesma fonte, o grupo terá operado entre 2023 e 2024, obtendo lucros superiores a meio milhão de euros. Os cartões clonados eram maioritariamente estrangeiros, sendo usados em empresas nacionais controladas pelos suspeitos, o que permitia movimentar grandes quantias de forma discreta.
Vários crimes em investigação
A PJ adiantou que os detidos estão indiciados por contrafação de cartões de pagamento, falsidade informática, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
Durante as diligências, as autoridades cumpriram oito mandados de busca domiciliária e não domiciliária, apreendendo equipamentos eletrónicos e informáticos utilizados nas fraudes.
Como evitar ser vítima de “skimming”
O “skimming” é um método de fraude silencioso, mas eficaz, que continua a ser uma das principais ameaças aos utilizadores de terminais de pagamento.
A PJ e os especialistas em cibersegurança recomendam verificar cuidadosamente as máquinas antes de introduzir o cartão, procurando sinais de manipulação, como peças soltas, cores diferentes ou pequenas fendas na entrada do cartão.
É igualmente importante tapar o teclado com a mão ao digitar o PIN e, sempre que possível, privilegiar o pagamento por contactless, uma vez que reduz o risco de leitura de dados. Segundo o Pplware, muitos dos casos recentes envolveram terminais localizados em zonas pouco vigiadas, o que reforça a necessidade de atenção redobrada.
A Polícia Judiciária apela ainda a que qualquer suspeita de manipulação seja comunicada de imediato às autoridades ou à entidade bancária, evitando que outros clientes sejam lesados.
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