Os criminosos têm adaptado os seus métodos às novas tecnologias, mas continuam a aproveitar sobretudo momentos de distração e confiança. Entre os esquemas mais recentes estão as chamadas destinadas a recolher dados pessoais, informações da conta bancária ou pequenos excertos de voz que podem ser manipulados com inteligência artificial.
Segundo o jornal espanhol El Economista, algumas fraudes telefónicas utilizam a clonagem de voz para tentar fazer-se passar pelas vítimas. As gravações podem ser usadas em mensagens falsas, pedidos de dinheiro ou contactos fraudulentos realizados em nome de terceiros.
O esquema pode começar com uma chamada aparentemente normal, na qual ninguém responde ou o interlocutor se apresenta como funcionário de uma empresa ou instituição conhecida. O objetivo será levar a vítima a pronunciar respostas curtas e claras, criando uma pequena amostra da sua voz.
Palavras que deve evitar
De acordo com a mesma fonte, “sim”, “OK” e “aceito” são três palavras que devem ser evitadas em chamadas suspeitas. Contudo, pronunciá-las não permite, por si só, esvaziar uma conta bancária: os criminosos necessitam geralmente de outros elementos, como dados pessoais, credenciais, códigos de autenticação ou da colaboração involuntária da vítima.
Como proteger a sua conta bancária
O Banco de Portugal recomenda que nunca sejam divulgadas informações pessoais, credenciais de acesso ou códigos de autenticação por telefone, SMS ou email. Perante um contacto inesperado, deve desligar e procurar a entidade através dos canais oficiais.
Confirme sempre quem está a ligar
O INCIBE, instituto espanhol de cibersegurança, alerta que poucos segundos de áudio podem permitir a criação de uma imitação da voz. Por isso, perante pedidos inesperados, deve confirmar a identidade do interlocutor através de outro contacto seguro e bloquear o número suspeito.
Caso tenha fornecido dados bancários, códigos ou autorizado uma operação, deve contactar imediatamente o banco. Desligar a chamada, confirmar a informação por uma via independente e denunciar a situação às autoridades continuam a ser as principais formas de evitar prejuízos.















