Um hotel em Sesimbra que nunca chegou a abrir portas está agora a vender o seu mobiliário ao público, com preços a partir dos 10 euros, depois de anos fechado e sem qualquer utilização. As peças disponíveis pertencem a diferentes áreas do edifício, desde quartos a zonas comuns, e permanecem em estado novo, uma vez que nunca chegaram a ser utilizadas.
De acordo com o portal Lisboa Secreta, o empreendimento foi anunciado em 2009 como uma nova unidade hoteleira com mais de 200 quartos, pensada para reforçar a oferta turística na região. Apesar da dimensão do projeto, o hotel nunca chegou a entrar em funcionamento, permanecendo sem hóspedes desde então.
Ao longo dos anos, o espaço manteve-se sem atividade, tornando-se num caso de investimento que não saiu do papel. O recheio adquirido para equipar o hotel acabou por permanecer armazenado, sem qualquer utilização prática até agora.
Uma venda que dá novo destino ao mobiliário
É precisamente esse conjunto de peças que está agora a ser colocado à venda através da plataforma Second Serve Hotels, especializada neste tipo de artigos. A loja tem disponibilizado mobiliário proveniente de unidades hoteleiras, incluindo peças que nunca chegaram a ser utilizadas.
Entre os produtos disponíveis encontram-se sofás-cama, poltronas, mesas, cadeiras, tapetes, candeeiros e espelhos. Há ainda mobiliário de apoio, como mesas de cabeceira e móveis de televisão, abrangendo diferentes necessidades domésticas. No momento da divulgação estavam disponíveis pouco mais de duas dezenas de artigos. A oferta tende a diminuir à medida que as peças são adquiridas, o que condiciona a duração da venda.
Preços abaixo do habitual
Os valores começam nos 10 euros para artigos de menor dimensão, podendo chegar aos 180 euros nas peças maiores. Esta diferença de preços face ao mercado tradicional resulta do facto de se tratar de mobiliário parado há vários anos.
A iniciativa permite dar uso a materiais que, de outra forma, permaneceriam armazenados ou sem destino definido. Ao mesmo tempo, cria uma alternativa para quem procura soluções mais acessíveis para mobilar espaços.
O hotel foi inicialmente pensado como um reforço da capacidade turística numa zona próxima de Lisboa. No entanto, o projeto acabou por não avançar, deixando para trás um conjunto significativo de recursos por utilizar.
Plataformas especializadas têm vindo a ganhar visibilidade junto de consumidores que procuram preços mais baixos. A possibilidade de adquirir peças novas, mas sem uso, tem contribuído para essa procura. A continuidade da venda está diretamente ligada ao número de artigos ainda disponíveis. À medida que o stock diminui, a oferta torna-se mais limitada e menos variada.
Leia também: Concorrente direta da IKEA vai inaugurar nova loja em Portugal já em abril com uma variedade de produtos a 1€
















