O Mundial ainda nem vai a meio, mas numa rua de Sines, no Alentejo, o apoio a Portugal já se vê no chão. Dois irmãos decidiram pintar cerca de 65 metros de estrada com as cores da bandeira nacional, numa iniciativa que começou como uma ideia familiar e acabou por envolver vizinhos, autarquia e até uma homenagem a Diogo Jota.
De acordo com a NiT, Miguel Pereira, de 25 anos, e a irmã Mariana, de 23, inspiraram-se numa tradição que há anos acompanham nos Mundiais: as ruas pintadas no Brasil em apoio à seleção canarinha. Desta vez, quiseram adaptar o conceito a Portugal e fazê-lo à sua maneira.
Ideia que saiu da televisão para a rua
A decisão não foi imediata, mas ganhou forma quando os dois perceberam que este seria o momento certo para avançar. “Já tínhamos visto várias vezes os brasileiros fazerem isto e pensámos que podia resultar aqui, mas com a nossa identidade”, contou Miguel à mesma fonte. Antes de começarem, trataram de pedir autorização à Câmara Municipal de Sines. A resposta foi positiva e abriu caminho para aquilo que viria a tornar-se num pequeno ponto de atração local.
Para desenhar a base da pintura, os irmãos recorreram a uma plataforma de inteligência artificial. Enviaram uma fotografia da Rua António Botelho e pediram um conceito inspirado na bandeira portuguesa. O resultado serviu apenas como ponto de partida. “Criou algo parecido com a nossa rua, mas depois fomos mudando várias coisas”, explicou Miguel. A adaptação foi feita manualmente, ajustando elementos e acrescentando pormenores pensados pela dupla.
Tributo que marca a entrada
Logo no início da rua, há um detalhe que sobressai. A pintura inclui uma homenagem a Diogo Jota, com o número 21, usado pelo jogador na Seleção Nacional. A escolha não foi casual e acabou por ser um dos pontos mais comentados por quem passa.
A publicação refere que os irmãos quiseram também deixar frases de incentivo como “Força Portugal”, além do emblema da Seleção e de uma bola de futebol, compondo um cenário pensado para durar enquanto Portugal estiver em prova.
Apoio que veio dos vizinhos
O plano inicial passava por fazer tudo a dois, mas rapidamente mudou. À medida que a ideia foi sendo comentada entre moradores, mais pessoas quiseram participar. Uns ajudaram a pintar, outros contribuíram para comprar tintas.
“Aqui toda a gente se conhece e foi fácil falar com os vizinhos”, recordou Miguel. Conforme a mesma fonte, o ambiente de entreajuda acabou por transformar o trabalho num convívio que ocupou grande parte do dia.
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