As autoridades detiveram um homem suspeito de ter cometido uma tentativa de homicídio no domingo, no concelho de Silves, após uma alegada discussão por motivos considerados fúteis. A informação foi avançada esta segunda-feira pela Polícia Judiciária (PJ), que confirmou que a vítima ficou gravemente ferida na sequência de disparos.
O suspeito, de 22 anos, está indiciado pela prática do crime de homicídio qualificado, na forma tentada, bem como por detenção de arma proibida e por danos. Segundo a PJ, os factos ocorreram ao final da noite de domingo, nas zonas de São Marcos da Serra e de São Bartolomeu de Messines, no concelho de Silves, distrito de Faro.
De acordo com a Judiciária, os crimes terão tido origem num “desentendimento, por motivos fúteis, num estabelecimento de diversão noturna, em São Marcos da Serra”. A polícia esclarece que, depois de a situação ter sido “apaziguada por terceiros”, um dos envolvidos abandonou o local, regressando posteriormente “armado com uma caçadeira”.
Ao chegar ao local na posse da arma de fogo, o homem realizou dois disparos contra a viatura da vítima, causando danos na carroçaria e vidros do veículo, e atirou depois outras três vezes para o ar, abandonando a seguir a zona de São Marcos da Serra, contou a corporação policial.
Vítima atingida com tiro na cabeça e no pescoço
“Apesar da viatura danificada, a vítima, acompanhada de alguns amigos, dirigiu-se para outro estabelecimento de diversão noturna, desta feita na zona de São Bartolomeu de Messines”, adiantou a PJ, frisando que, à chegada, o agressor estava no local e “desferiu-lhe um tiro, com a caçadeira, na zona do pescoço e da cabeça”.
O disparo causou “ferimentos muito graves” na vítima, de 24 anos, que se encontra internada numa Unidade de Cuidados Intensivos, “em coma induzido” e “com prognóstico reservado”, reportou a PJ.
Após o incidente, e em colaboração com a GNR de São Bartolomeu de Messines, os investigadores da PJ recolheram indícios probatórios que permitiram identificar o agressor, localizar o seu paradeiro e proceder à sua detenção, assim como apreender a caçadeira utilizada no crime.
O detido vai agora ser presente a tribunal, onde será submetido ao primeiro interrogatório judicial e, no final, ficará a conhecer as medidas de coação a que ficará sujeito, acrescentou a Judiciária.
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