As chamadas à reparação são procedimentos comuns na indústria automóvel e servem para corrigir falhas detetadas pelos fabricantes antes que possam representar um risco para os condutores. Nesse sentido, mais de 955 mil veículos da Stellantis estão a ser chamados às oficinas em vários países devido a um problema que pode afetar o funcionamento da câmara de visão traseira. A situação envolve modelos de marcas como Chrysler, Dodge, Jeep, Ram e ProMaster, segundo o portal Notícias ao Minuto.
O problema está relacionado com o software de rádio dos veículos e pode impedir que a câmara de visão traseira funcione corretamente. Apesar da dimensão da chamada, não há, para já, relatos de incidentes ou ferimentos associados a este defeito.
De acordo com a Reuters, a maioria dos automóveis afetados encontra-se nos Estados Unidos da América. Ao todo, estão em causa cerca de 848 mil veículos naquele mercado.
Há carros afetados em vários países
Além dos Estados Unidos, existem ainda cerca de 107 mil viaturas abrangidas por esta chamada noutros mercados. Entre os países referidos estão o Canadá e o México, na América do Norte e Central.
A situação envolve veículos de várias marcas do grupo Stellantis, entre as quais Chrysler, Dodge, Jeep, Ram e ProMaster. Para já, não é claro se existem unidades afetadas em Portugal.
O Auto ao Minuto enviou um pedido de esclarecimento ao departamento de comunicação da Stellantis em Portugal, para perceber se há automóveis abrangidos no mercado nacional. A publicação aguardava resposta no momento em que avançou a notícia.
Problema pode afetar a câmara traseira
A falha está associada ao software de rádio e pode fazer com que a câmara de visão traseira deixe de funcionar como esperado. Este equipamento é usado por muitos condutores nas manobras de marcha-atrás e estacionamento.
Segundo a informação disponível, o problema deverá ser resolvido através de uma atualização remota, conhecida como over-the-air. Esta atualização deverá surgir no ecrã multimédia do veículo quando estiver disponível.
Nestes casos, o condutor deverá seguir as instruções apresentadas no sistema do automóvel. A atualização permitirá corrigir a falha sem necessidade de intervenção física imediata, sempre que o veículo seja compatível com este procedimento.
Condutores devem manter cuidados
Apesar de não existirem relatos de acidentes ou ferimentos relacionados com este defeito, a recomendação passa por redobrar a atenção nas manobras. Caso a câmara falhe, o condutor deve olhar para trás e usar os espelhos retrovisores.
Mesmo quando não existe qualquer problema conhecido, os sistemas de assistência à condução não devem substituir a atenção do condutor. Câmaras, sensores e alertas eletrónicos são ajudas importantes, mas não eliminam a necessidade de verificar o espaço em redor do veículo.
A falha ganha relevância porque muitos automobilistas se habituaram a depender destes sistemas em manobras de estacionamento. Ainda assim, a condução segura continua a exigir confirmação visual direta e uso dos espelhos.
Chamadas à oficina são obrigatórias
Em Portugal, as chamadas à oficina emitidas pelas marcas devem ser cumpridas pelos proprietários dos veículos. Caso contrário, o automóvel pode chumbar na inspeção periódica obrigatória.
Para confirmar se uma viatura está abrangida por uma recolha, os proprietários podem consultar a plataforma Recall, criada pela Associação Automóvel de Portugal em parceria com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes.
A pesquisa pode ser feita através do número de identificação do veículo, conhecido como VIN, ou através da matrícula. Desta forma, é possível verificar se existe alguma chamada pendente para reparação.
O que deve fazer se tiver dúvidas
Quem tiver um veículo das marcas abrangidas deve acompanhar as comunicações oficiais da construtora e contactar um concessionário ou oficina autorizada em caso de dúvida.
Mesmo que o carro continue a circular normalmente, uma chamada à reparação não deve ser ignorada. Estas campanhas servem para corrigir falhas identificadas pelas marcas e reduzir riscos para condutores, passageiros e outros utilizadores da estrada.
Até haver confirmação sobre eventuais unidades afetadas em Portugal, os proprietários devem verificar regularmente se existem campanhas associadas à matrícula ou ao VIN da viatura.
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