Quando o objetivo é proteger a saúde do fígado, a atenção deve virar-se sobretudo para produtos ricos em açúcares adicionados, gorduras, sal e hidratos de carbono refinados. A EatingWell reuniu recomendações de nutricionistas e identificou cinco alimentos ou bebidas que podem ser particularmente problemáticos quando fazem parte da alimentação de forma frequente e em excesso.
Refrigerantes e bebidas açucaradas
Os refrigerantes surgem entre os principais produtos a limitar. Bebidas com grandes quantidades de açúcares adicionados, incluindo frutose, podem favorecer a produção de gordura no fígado.
A mesma atenção deve ser dada a algumas bebidas de fruta, bebidas desportivas e cafés com grandes quantidades de açúcar.
Batatas fritas
Outro alimento destacado são as batatas fritas. Além de serem habitualmente ricas em calorias e gordura, o consumo frequente de fritos tem sido associado em estudos observacionais a maior risco de acumulação de gordura no fígado.
Um estudo citado pela publicação, realizado com mais de 200 mil adultos, encontrou uma associação entre o consumo frequente de batatas fritas e um risco cerca de 15% superior de doença hepática gordurosa. A associação, contudo, não prova que as batatas sejam diretamente responsáveis pela doença.
Bacon, salsichas e outras carnes processadas
As carnes processadas também entram na lista. É o caso de produtos como bacon, salsichas, cachorros-quentes e algumas carnes frias.
Estes alimentos podem conter quantidades elevadas de gordura saturada, sal, nitritos e nitratos. A EatingWell refere investigação em que um maior consumo de carne vermelha e processada esteve associado a maior probabilidade de fígado gorduroso.
Pão branco e outros cereais refinados
O pão branco é outro dos produtos apontados pelos nutricionistas, mas não está sozinho.
Arroz branco, bolachas, pastelaria e outros alimentos feitos com cereais muito refinados contêm geralmente menos fibra do que as alternativas integrais e podem facilitar picos de glicemia quando consumidos em grandes quantidades.
Um estudo citado pela publicação encontrou um risco superior de doença hepática esteatótica metabólica entre os participantes que ingeriam grandes quantidades de hidratos de carbono refinados.
Álcool completa a lista
O quinto lugar é ocupado pelo álcool, cuja relação com problemas do fígado está bem estabelecida.
O consumo excessivo e prolongado pode causar acumulação de gordura, inflamação e lesões hepáticas e, nos casos mais graves, contribuir para doenças como cirrose e insuficiência hepática.
Os especialistas salientam, contudo, que a saúde do fígado não depende de eliminar um único alimento. O padrão alimentar geral é mais importante, privilegiando vegetais, fruta, cereais integrais e fontes de proteína pouco processadas e reduzindo alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas e álcool.
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