Poucos imaginam que uma especiaria que está em tantas cozinhas possa ter interesse quando o objetivo é controlar o colesterol. A canela tem sido estudada pelos seus compostos bioativos e pode fazer parte de uma alimentação pensada para proteger a saúde cardiovascular.
Isto não significa, contudo, que uma colher de canela resolva o problema. Nenhum alimento consegue, isoladamente, baixar ou controlar o colesterol de todas as pessoas, mas alguns podem integrar uma alimentação mais favorável ao seu controlo.
De acordo com a EatingWell, a canela está entre as especiarias destacadas por nutricionistas neste contexto.
O que existe na canela?
A canela contém vários compostos bioativos. Entre eles encontram-se o cinamaldeído e outros compostos aos quais têm sido atribuídas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
É precisamente esta composição que tem levado investigadores a estudar a relação entre o consumo de canela e diferentes indicadores de saúde, incluindo glicemia e lípidos no sangue.
No entanto, os resultados dos estudos não significam que a canela deva substituir mudanças na alimentação ou qualquer tratamento prescrito pelo médico.
Pode colocá-la até no café
Uma das vantagens desta especiaria é a facilidade com que pode ser acrescentada à alimentação. A nutricionista Jordan Hill, citada pela EatingWell, explica que existem inúmeras formas de a utilizar.
Pode, por exemplo, acrescentar canela ao café, ao iogurte, à massa de panquecas, a bolos ou a pães.
E não precisa de ficar pelas receitas doces. A especiaria pode ser utilizada em sopas, guisados e outros pratos salgados, bem como em temperos para carnes.
Também pode ser acrescentada em pequenas quantidades a bebidas quentes, como chá ou chocolate quente.
Canela sozinha não chega
Para controlar o colesterol, há hábitos alimentares com um peso muito maior do que acrescentar uma determinada especiaria às refeições.
A recomendação passa por aumentar o consumo de alimentos de origem vegetal e ricos em fibra, como leguminosas, cereais integrais, frutos secos, sementes, fruta e hortícolas.
Jordan Hill recomenda ainda privilegiar fontes de proteína com menor teor de gordura saturada, como peixe, aves e alternativas vegetais, e moderar alimentos com maior quantidade deste tipo de gordura.
A atividade física regular e a manutenção de um peso adequado também fazem parte das medidas habitualmente recomendadas. Quem apresenta colesterol elevado deve seguir as indicações do médico ou nutricionista, sobretudo se já estiver a fazer medicação.















