O Turismo de Portugal lançou um concurso específico, com uma dotação de um milhão de euros, destinado à criação e qualificação de refúgios climáticos integrados, ou a integrar, na Rede Nacional de Refúgios Climáticos “Stay Cool”.
O apoio, enquadrado no Programa Crescer com o Turismo, dirige-se exclusivamente a câmaras municipais e juntas de freguesia e prevê um financiamento não reembolsável correspondente a 80% das despesas elegíveis, até ao limite de 75 mil euros por candidatura individual ou por cada entidade participante numa candidatura conjunta.
As candidaturas já se encontram abertas e decorrem de forma contínua até ao esgotamento da verba disponível, através de formulário próprio a disponibilizar no portal do Turismo de Portugal.
A iniciativa pretende aumentar o número de espaços preparados para responder a episódios de calor extremo, disponibilizando locais gratuitos onde residentes e visitantes possam encontrar condições de conforto térmico e proteção durante os períodos de temperaturas mais elevadas.
Rede conta atualmente com mais de 100 espaços em 47 municípios
O presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, destaca a adaptação às alterações climáticas como uma das prioridades para o setor turístico.
Segundo o responsável, “a adaptação às alterações climáticas é hoje uma prioridade para o turismo. Contamos já com mais de 100 refúgios climáticos distribuídos por 47 municípios e pretendemos aumentar o número. Este resultado reflete o trabalho desenvolvido com os municípios e outras entidades parceiras, que têm identificado e disponibilizado espaços adequados, evidenciando o compromisso dos territórios com a adaptação climática e com a proteção da saúde e do bem-estar das populações”.
“Esta iniciativa reforça, assim, o nosso compromisso com um modelo de desenvolvimento turístico mais sustentável e resiliente, que concilia a adaptação climática, a valorização dos territórios e a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais e dos visitantes”, acrescenta Carlos Abade
A rede “Stay Cool” está enquadrada na Agenda para a Ação Climática no Turismo 2030 e será implementada em articulação com as Entidades Regionais de Turismo e as autarquias.
Os refúgios climáticos podem ser espaços interiores ou exteriores, têm acesso gratuito e não podem obrigar ao consumo de bens ou serviços. Nos dias de maior calor, deverão estar abertos, pelo menos, entre as 11:00 e as 17:00, podendo o horário ser prolongado em situações de alerta ou de onda de calor extremo.
Os espaços terão igualmente de disponibilizar lugares sentados e acesso a água potável. Nos locais interiores deverá ser assegurado conforto térmico, enquanto os espaços exteriores terão de dispor de sombra significativa e soluções de arrefecimento.
Apoio abrange bebedouros, sombra, climatização e acessibilidade
Todos os espaços que integrem a rede serão identificados através do selo “Stay Cool”, com uma sinalética comum em todo o país.
Entre as intervenções que podem beneficiar de financiamento encontram-se a instalação de bebedouros e pontos de enchimento de garrafas, nebulizadores e jogos de água, plantação de árvores de sombra, colocação de pérgulas e velas de sombreamento, climatização e isolamento térmico.
O apoio pode ainda abranger mobiliário de descanso adaptado a pessoas seniores, Wi-Fi gratuito, pontos de carregamento de telemóveis, eliminação de barreiras arquitetónicas e instalação da sinalética de identificação dos espaços.
A localização dos refúgios já existentes pode ser consultada através do mapa interativo disponível em https://refugiosclimaticos.turismodeportugal.pt/, permitindo localizar o espaço mais próximo durante períodos de calor extremo.
Mais informações estão disponíveis em turismodeportugal.pt.
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