A Proteção Civil mantém o alerta máximo em vários rios de Portugal continental entre hoje e sábado devido à depressão Marta, que tem vindo a provocar chuvas intensas e pressão hidrológica elevada, colocando em risco populações ribeirinhas. De acordo com a Lusa, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, explicou que a situação exige acompanhamento contínuo e gestão cuidada dos caudais para evitar danos mais graves.
Rios com afetação crítica
Vários rios apresentam níveis críticos. O rio Vouga, por exemplo, apresenta afetação significativa nos municípios de Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede. Segundo a mesma fonte, também se regista risco elevado no rio Águeda, em Águeda, e no rio Mondego, que afeta Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure.
No caso do rio Tejo, a pressão hidrológica prolonga-se por Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha.
O rio Sorraia mantém risco em Coruche e Benavente, enquanto o Sado continua a ameaçar Alcácer do Sal, Santiago do Cacém, Grândola, Alvito, Ourique e Ferreira do Alentejo.
Rios com risco moderado
Entre os rios com risco de inundação menos grave, mas ainda relevante, contam-se o Lima (Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Ponte de Lima), o Cávado (Braga, Barcelos, Vila Verde e Esposende), o Ave (Santo Tirso, Trofa e Vila Nova de Famalicão), o Douro (Gondomar, Porto, Vila Nova de Gaia, Lamego e Peso da Régua), o Tâmega (Chaves e Amarante), o Lis (Leiria) e o Guadiana (Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António).
Principais focos de preocupação
Mário Silvestre destacou que as principais preocupações estão centradas no Douro, devido às barragens espanholas, no Mondego, cuja cota na barragem da Aguieira subiu significativamente, e no Tejo, influenciado pelas descargas das barragens de Alcântara e Cedillo.
De acordo com o comandante, a gestão dos caudais tem sido feita de forma rigorosa para assegurar que o dique do Mondego não sofre danos maiores, e a Agência Portuguesa do Ambiente acompanha a situação permanentemente.
As inundações mantêm-se em Coruche, consequência do galgamento da margem direita do Sorraia, e em Alcácer do Sal.
O responsável salientou ainda que todos os cursos de água que desaguam nos rios principais podem originar inundações, já que não conseguem escoar, representando risco significativo para as populações junto às margens.
Medidas de prevenção e acompanhamento
Neste contexto, os municípios têm desenvolvido um trabalho de proximidade, evacuação e antecipação para reduzir os impactos das cheias.
Estão atualmente ativos 89 planos municipais e sete planos distritais de emergência. As regiões mais afetadas pelo mau tempo incluem o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e o Alentejo.
A situação continua a ser monitorizada com atenção e cautela, segundo a Lusa, a força da água continua a pressionar as margens, evidenciando a dimensão do risco.
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