Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem sido filmado a fazer um som parecido com um “sorver” junto ao microfone, mesmo antes de começar a frase, e uma terapeuta da fala citada pelo site especializado em conteúdo de saúde e bem-estar Health Digest admite que o padrão pode estar ligado a alterações na deglutição, embora sublinhe que não é possível diagnosticar ninguém à distância.
O ruído surge, sobretudo, no momento em que Trump inspira e se prepara para iniciar a fala, como se estivesse a “limpar” a boca ou a garganta antes da primeira palavra. Em algumas gravações, esse som aparece mais audível e repetido.
Vários vídeos com compilações destes momentos têm circulado nas redes, incluindo publicações do programa americano The David Pakman Show, onde o fenómeno é tratado como “sintoma” e não apenas como tiques de discurso.
O que pode ter explicações simples
Há situações em que este tipo de som pode acontecer por motivos pouco graves, como excesso de saliva, necessidade de engolir, garganta seca, refluxo, ou simples hábito ao respirar fundo antes de falar. O problema é que, num palco mediático, um detalhe destes é facilmente ampliado e interpretado como sinal clínico, mesmo quando pode não passar de uma reação normal do corpo.
Quando a conversa passa para a disfagia
A mesma fonte liga o som a um possível “perder do reflexo de deglutição”, trazendo para a discussão a disfagia, que é a dificuldade em engolir.
Em termos médicos, a disfagia é descrita como dificuldade de deglutição e pode ter várias causas, algumas benignas e outras associadas a problemas neurológicos ou do esófago, pelo que não se pode tirar conclusões com base num vídeo.
O que dizem os “especialistas” citados
Uma fonoaudióloga, conhecida como Guidedinspiration, analisou este hábito do presidente num vídeo publicado no TikTok. “Este som de sorver alimentos é um indicador, para mim como fonoaudióloga, de que algo está muito, muito errado com o cérebro desse homem. Isto é indicativo de uma doença neurológica. Pode ser demência, Parkinson ou ELA e vemos isto em muitos casos e sabemos que é uma doença neurológica progressiva.”
O próprio artigo reforça que a autora do vídeo diz não estar a diagnosticar o presidente, mas a apontar hipóteses gerais, algo que, ainda assim, tem limites claros quando não existe avaliação clínica.
Por que isto não equivale a um diagnóstico
Mesmo quando um sinal é real, isso não prova a causa. A deglutição e a fala podem ser influenciadas por cansaço, ansiedade, infeções respiratórias, problemas gastrointestinais e muitas outras variáveis.
Por isso, o que existe aqui é uma interpretação pública de um comportamento observável, não uma confirmação médica, e a leitura mais responsável é tratar o tema como “suspeitas” e “especulação” baseada em imagens, de acordo com o Health Digest.
A segunda polémica: a alimentação do presidente
No mesmo texto, volta a surgir a discussão sobre os hábitos alimentares de Donald Trump, depois de Robert F. Kennedy Jr. ter comentado, num podcast, que o presidente come “muito mal”, citando McDonald’s, doces e consumo frequente de Diet Coke, sobretudo quando viaja. “Não sei como é que ele ainda está vivo, mas está”, referiu, acrescentando que Donald Trump já admitiu “comer ‘porcarias'”, sobretudo “quando viaja”.
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