A turbulência voltou a marcar um voo comercial depois de dois passageiros terem ficado feridos numa ligação da TAP entre Bruxelas e Lisboa. O incidente aconteceu na última quarta-feira, 27 de maio, e obrigou à assistência médica das vítimas após a aterragem no Aeroporto Humberto Delgado. De acordo com o Correio da Manhã, os ferimentos ocorreram na sequência de um episódio de turbulência forte não prevista durante o voo TP643.
As duas pessoas foram assistidas à chegada a Lisboa e acabaram transportadas para um hospital. Segundo a mesma fonte, uma das vítimas sofreu um golpe na cabeça, enquanto a outra teve um pequeno corte. A aeronave aterrou com prioridade no aeroporto da capital portuguesa.
Quando a turbulência surge sem aviso
A TAP confirmou o incidente através de fonte oficial, explicando que o episódio aconteceu durante o percurso entre Bruxelas e Lisboa. Escreve o jornal que a turbulência não era esperada, o que dificultou a preparação dos passageiros para o impacto sentido a bordo.
Situações deste género continuam a acontecer em diferentes rotas aéreas, sobretudo em fases do voo em que os passageiros já circulam na cabine ou retiram o cinto de segurança após o sinal luminoso ser desligado.
Há zonas do avião onde o impacto é menor
Heather Poole, assistente de bordo há mais de duas décadas e autora do livro “Cruising Attitude”, explica que a localização do lugar dentro do avião pode influenciar a forma como a turbulência é sentida. Citada pela revista National Geographic, a hospedeira explica que a zona traseira tende a sofrer movimentos mais intensos.
“A turbulência é muito pior na parte de trás do avião”, refere Heather Poole, citada pela publicação. A assistente de bordo relata que já viu passageiros na classe económica “segurarem-se como se estivessem num rodeo”, enquanto na parte dianteira da aeronave o impacto parecia diferente.
Viajar mais cedo pode ajudar
Voar no início do dia é outra das estratégias apontadas para reduzir a probabilidade de turbulência mais intensa. Heather Poole explica que as condições atmosféricas tendem a ser mais estáveis durante as primeiras horas da manhã.
A publicação acrescenta que escolher lugares mais próximos da frente do avião pode proporcionar uma experiência menos desconfortável em situações de instabilidade atmosférica, sobretudo em voos mais longos.
Cinto continua a ser decisivo
A recomendação mais importante continua a passar pela utilização do cinto de segurança durante todo o voo, mesmo quando o aviso luminoso está desligado. Refere a National Geographic que esta medida pode evitar ferimentos provocados por impactos contra compartimentos de bagagem ou assentos.
Heather Poole aconselha ainda os passageiros a evitarem levantar-se desnecessariamente durante episódios de turbulência e pede atenção especial em situações envolvendo crianças ou bebidas quentes dentro da cabine.
Ansiedade pode agravar a experiência
A turbulência é também apontada como uma das principais causas de ansiedade entre passageiros frequentes e ocasionais. Informar a tripulação sobre desconforto ou medo de voar pode ajudar os assistentes de bordo a acompanhar a situação mais de perto.
Heather Poole explica que a sensação de perda de controlo está frequentemente associada ao receio provocado pela turbulência. Segundo a publicação, compreender melhor o fenómeno pode ajudar alguns passageiros a reduzir o impacto emocional durante o voo.
Aplicações ajudam a acompanhar o estado do tempo
Existem atualmente aplicações móveis que permitem acompanhar condições meteorológicas e possíveis zonas de turbulência durante viagens aéreas. Escreve a mesma fonte que plataformas, como a My Radar ou a Soar ajudam os passageiros a perceber melhor as alterações atmosféricas ao longo da rota.
Conhecer antecipadamente as condições do voo pode contribuir para reduzir a incerteza associada aos momentos de instabilidade, sobretudo entre pessoas mais sensíveis a movimentos bruscos da aeronave.















