Mais de 20 passageiros perderam um voo da Ryanair entre Atenas e Londres Luton depois de enfrentarem filas extensas no controlo de passaportes do Aeroporto Internacional de Atenas. O episódio ocorreu no último fim de semana e voltou a expor os constrangimentos nos procedimentos de controlo de fronteiras em voos fora do espaço Schengen.
De acordo com o portal especializado em aviação Aeroin, os atrasos no acesso às portas de embarque resultaram num congestionamento significativo na zona de controlo, levando à partida do avião cerca de uma hora depois da hora prevista, já sem as bagagens dos passageiros que não conseguiram embarcar.
Filas, calor e portas que fecharam
As filas registadas no aeroporto de Atenas concentraram-se sobretudo nos controlos de passaportes exigidos para destinos fora do espaço Schengen. Segundo a mesma fonte, muitos passageiros enfrentaram esperas prolongadas em áreas lotadas e temperaturas superiores a 30 graus, o que agravou a pressão no local.
Alguns viajantes ainda conseguiram chegar à porta de embarque poucos minutos antes do encerramento, mas uma parte significativa não conseguiu concluir atempadamente os procedimentos de segurança e imigração.
Pressão no embarque e intervenção das autoridades
Conforme a mesma fonte, a situação gerou momentos de tensão junto das portas de embarque, com passageiros a pressionar funcionários da companhia aérea após o encerramento do portão. As autoridades aeroportuárias acabaram por ser chamadas para ajudar a controlar o fluxo de pessoas.
O aeroporto de Atenas reconheceu os períodos de maior congestionamento, explicando que o volume elevado de passageiros e os controlos adicionais para destinos fora do espaço Schengen contribuíram para os atrasos.
Impacto do novo sistema europeu
O incidente surge num contexto de adaptação ao Sistema de Entrada/Saída da União Europeia, conhecido como EES, que prevê a recolha de dados biométricos de viajantes de países terceiros. Explica o site que, apesar de existir a possibilidade de suspender temporariamente a recolha em caso de filas excessivas, continuam a registar-se constrangimentos em vários aeroportos.
Viajantes com destinos, como Reino Unido, Estados Unidos, Irlanda ou Emirados Árabes Unidos passam pelos mesmos pontos de controlo, o que aumenta a pressão sobre os serviços de imigração.
Atrasos que não se limitam a Atenas
Casos semelhantes têm sido relatados noutros aeroportos europeus durante períodos de maior procura, incluindo em Portugal, nomeadamente nos aeroportos de Lisboa e Faro. Segundo a mesma fonte, algumas companhias aéreas têm alertado para a necessidade de reforçar os recursos nos controlos fronteiriços para evitar situações semelhantes.
A Ryanair chegou a pedir a suspensão temporária da implementação do EES durante o verão, argumentando que os atrasos na imigração estão a contribuir para perturbações regulares nas partidas, embora sem atribuir responsabilidade exclusiva ao sistema.
Outras transportadoras têm vindo a recomendar aos passageiros que viajem para destinos fora do espaço Schengen que cheguem aos aeroportos com pelo menos três horas de antecedência, uma margem que, na prática, está a tornar-se cada vez mais comum.
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