A presença de baratas está a gerar preocupação crescente entre dezenas de moradores, que relatam dificuldades em controlar a proliferação destes insetos tanto no interior das habitações como no espaço público. As denúncias têm-se acumulado nas últimas semanas e a situação já levou à realização de várias ações de controlo por parte das entidades responsáveis, numa freguesia da capital onde os residentes dizem enfrentar um problema persistente.
De acordo com o Notícias ao Minuto, vários moradores descrevem um cenário marcado pela constante presença de baratas em zonas residenciais. Alguns garantem ter sido obrigados a reforçar o isolamento de determinadas áreas das habitações, enquanto outros recorreram à instalação de armadilhas para tentar impedir a circulação dos insetos.
Moradores dizem que o problema está longe de ser pontual
Os relatos apontam para uma realidade que afeta tanto os espaços exteriores como o interior dos edifícios. Em várias habitações, os moradores afirmam ter passado a adotar medidas preventivas permanentes, receando o aparecimento de novas baratas em cozinhas, casas de banho e outras divisões.
A situação tem sido particularmente sentida em Carnide, freguesia de Lisboa onde as queixas se tornaram mais visíveis nos últimos dias. Os testemunhos conhecidos sugerem uma presença recorrente destes insetos, alimentando a preocupação de quem vive na zona e considera que o problema não se limita a ocorrências isoladas.
Episódio relatado por residente aumentou a preocupação
Entre os vários testemunhos partilhados, um dos mais marcantes foi o de um morador que decidiu substituir o fogão da sua habitação. Segundo o relato, durante a noite observou entre 20 e 25 baratas a saírem através do exaustor.
A situação causou surpresa e inquietação, tornando-se um dos exemplos mais citados entre os residentes que defendem a necessidade de uma resposta eficaz para travar a propagação destes insetos. Outros moradores relatam igualmente dificuldades em controlar a presença de baratas, apesar das medidas adotadas dentro das próprias casas.
Câmara destaca ações realizadas na freguesia
Questionada sobre a situação, a Câmara Municipal de Lisboa garantiu que a freguesia de Carnide foi intervencionada entre 26 de junho e 16 de julho, no âmbito do Plano Anual de Controlo de Murídeos e Blatídeos.
A autarquia sublinha, contudo, que a origem da presença de baratas nem sempre está associada exclusivamente à rede pública de saneamento. Segundo o município, estes insetos podem também surgir a partir de infraestruturas privativas dos edifícios, como caixas de visita, ramais ou redes prediais.
Nesse contexto, a Câmara considera que a eficácia das intervenções realizadas nos sistemas públicos depende igualmente das medidas que venham a ser adotadas pelos proprietários. Caso não sejam efetuadas ações complementares nas infraestruturas privadas, a praga poderá persistir apesar dos trabalhos realizados pelos serviços municipais.
Mais de uma centena de intervenções em sete meses
Os números divulgados pelo município mostram a dimensão da resposta efetuada ao longo dos primeiros sete meses do ano.
Entre 2 de janeiro e 31 de julho, o Serviço de Controlo Integrado de Pragas realizou 126 intervenções relacionadas com a presença de blatídeos na freguesia de Carnide. Durante o mesmo período foram ainda registados 105 pedidos de desbaratização na via pública, na rede de coletores e em equipamentos municipais.
De acordo com os dados avançados pela autarquia, apenas sete desses pedidos permaneciam por executar ou encontravam-se em fase de resposta no final de julho.
Junta de Freguesia ainda não respondeu
Apesar das intervenções realizadas e dos números apresentados pela Câmara Municipal de Lisboa, continuam a ouvir-se apelos por parte dos moradores para que sejam encontradas soluções duradouras para o problema.
Os residentes defendem que a presença recorrente de baratas continua a afetar o quotidiano de quem vive na freguesia e esperam que as medidas em curso produzam resultados mais visíveis nos próximos tempos.
A Junta de Freguesia de Carnide também foi contactada sobre o assunto. Segundo o Notícias ao Minuto, até ao momento não tinha sido enviada qualquer resposta relativamente às denúncias apresentadas pelos moradores.
















