Muitos utilizadores guardam mais cartões Multibanco do que aqueles que realmente utilizam. Entre contas pessoais, conjuntas ou empresariais, é comum ter um ou dois cartões parados na carteira, prontos para emergências ou compras ocasionais. O que poucos sabem é que esses cartões inativos podem representar riscos de segurança e bloqueios inesperados.
De acordo com o portal Leak, vários bancos a operar em Portugal, como a Caixa Geral de Depósitos, o Santander e o Millennium BCP, têm políticas internas que determinam o bloqueio automático de cartões por inatividade. Este procedimento pode ocorrer entre seis a doze meses sem qualquer utilização, sem necessidade de aviso prévio ao utilizador.
Bloqueio automático pode surgir sem aviso
Segundo a mesma fonte, o bloqueio automático é uma medida de segurança e também uma forma de gestão de recursos por parte das instituições bancárias. Embora compreensível do ponto de vista operacional, pode surpreender os clientes quando mais precisam do cartão. Situações, como a necessidade urgente de levantar dinheiro ou efetuar um pagamento em viagem são frequentemente relatadas como momentos em que o bloqueio se revela problemático.
Além disso, os cartões que ficam esquecidos durante longos períodos são também os mais propensos a serem ignorados em caso de perda ou roubo da carteira. Escreve o Leak que, ao contrário dos cartões usados diariamente, os parados não são monitorizados com atenção, e a sua ausência pode demorar dias até ser notada.
Uma distração que os criminosos conhecem bem
Acrescenta a publicação que há padrões recorrentes explorados por burlões, precisamente por saberem que muitos utilizadores mantêm cartões esquecidos, muitas vezes com o código PIN escrito num papel guardado junto ao próprio cartão. Esta combinação é particularmente crítica em caso de furto, permitindo transações rápidas antes de qualquer bloqueio ser acionado pelo titular.
Outro risco apontado prende-se com a utilização do MB Way e de carteiras digitais. Conforme a mesma fonte, alguns utilizadores mantêm cartões inativos associados a estas plataformas sem se lembrarem disso, o que abre portas a movimentos não autorizados difíceis de detetar em tempo útil.
Prevenção começa com uma escolha consciente
Para reduzir os riscos, deverá avaliar quais os cartões que realmente se justificam. A recomendação passa por limitar a carteira a dois cartões: um principal e outro de reserva. O cartão de reserva deve ser utilizado, pelo menos, uma vez por mês, mesmo que seja apenas para uma compra simbólica, o que ajuda a manter a atividade registada e evita o bloqueio automático.
É igualmente importante nunca guardar o código PIN com o cartão. Embora esta prática seja muitas vezes considerada ultrapassada, continua a ocorrer, facilitando acessos indevidos no caso de extravio.
Menos é mais: controlo é segurança
O que é certo é que menos cartões resultam em mais controlo. Manter apenas os meios de pagamento essenciais reduz a exposição a riscos de segurança e facilita o acompanhamento de movimentos bancários. Esquecer-se de um cartão pode parecer inofensivo, mas pode ter consequências maiores do que a sua simples perda.
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