Quem tem dinheiro aplicado em Certificados de Aforro poderá ter boas notícias já no próximo mês. A subida recente da Euribor a três meses está a empurrar a remuneração deste produto de poupança do Estado para o valor máximo permitido nas novas subscrições da Série F.
Depois de vários meses de aumentos, a taxa base está agora muito perto de atingir o teto. Em agosto, as novas subscrições da Série F estão a render uma taxa bruta de 2,474%, segundo os dados oficiais do IGCP.
As contas para setembro apontam, contudo, para um novo aumento. A evolução da Euribor deverá fazer com que a taxa base chegue aos 2,5%, o máximo previsto para esta série.
Certificados de Aforro podem chegar aos 2,5%
A remuneração base dos Certificados de Aforro da Série F está diretamente relacionada com a Euribor a três meses.
A taxa é determinada mensalmente através da média dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis relevantes para o cálculo, sendo posteriormente arredondada à terceira casa decimal.
Existe, porém, um limite. A taxa base da Série F não pode ultrapassar 2,5%, mesmo que a Euribor utilizada no cálculo fique acima desse valor.
É precisamente esse teto que deverá ser atingido em setembro, uma vez que a Euribor a três meses tem permanecido acima dos 2,5% nos últimos dias.
O que muda já em setembro?
Caso a evolução se mantenha até ao fecho do período utilizado no cálculo, as aplicações realizadas em setembro deverão beneficiar de uma taxa base bruta de 2,5%.
Será uma pequena subida relativamente aos 2,474% em vigor durante agosto, mas suficiente para levar a remuneração base ao máximo permitido.
Significa também que, mesmo que a Euribor continue a subir, a taxa base da Série F não poderá acompanhar novos aumentos para além dos 2,5%.
Quem já tem Certificados de Aforro também deve estar atento
A alteração não interessa apenas a quem está a pensar subscrever Certificados de Aforro pela primeira vez.
A taxa aplicável aos certificados existentes é revista nos respetivos períodos trimestrais, pelo que diferentes subscrições podem apresentar remunerações distintas consoante a data em que foram realizadas.
Além disso, o rendimento final pode ser superior à taxa base devido aos prémios de permanência previstos nas condições de cada série.
Quanto pode render uma aplicação de 10.000 euros?
Considerando apenas uma taxa anual bruta de 2,5%, um investimento de 10.000 euros corresponderia a 250 euros de juros brutos num ano, caso essa taxa se mantivesse durante todo o período.
Contudo, este exemplo é apenas indicativo. Os Certificados de Aforro capitalizam juros trimestralmente e a remuneração pode mudar ao longo do tempo.
O próprio simulador do IGCP considera o capital aplicado, as taxas observadas durante o investimento, os prémios de permanência e a incorporação trimestral dos juros líquidos após retenção de IRS.
Há prémios para quem mantém o dinheiro aplicado
Uma das características dos Certificados de Aforro é precisamente a existência de bonificações associadas ao tempo durante o qual o dinheiro permanece aplicado.
Na Série F, estes prémios são acrescentados à taxa base à medida que a aplicação atinge determinados períodos de permanência.
Por esse motivo, dois portugueses com o mesmo montante investido podem estar a receber taxas diferentes, dependendo da série dos certificados e da antiguidade da respetiva subscrição.
Série F é a que está atualmente disponível
Atualmente, quem pretende fazer uma nova subscrição entra na Série F dos Certificados de Aforro.
Segundo o IGCP, estes produtos são instrumentos de dívida pública destinados diretamente à poupança das famílias e apenas podem ser emitidos a favor de particulares.
O valor da taxa de setembro deverá ser conhecido oficialmente no final de agosto. Até lá, os dados disponíveis apontam para que a remuneração base alcance finalmente o limite máximo de 2,5%.
Setembro pode trazer a taxa máxima
A confirmar-se o cenário, setembro marcará mais um aumento na remuneração dos Certificados de Aforro, depois dos 2,356% registados em julho e dos atuais 2,474% de agosto.
Para os portugueses que já têm dinheiro aplicado ou estão a ponderar uma nova subscrição, será assim uma data a acompanhar.
A subida será pequena em termos absolutos, mas colocará a taxa base dos Certificados de Aforro da Série F no máximo permitido pelas atuais regras: 2,5%.
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