Com o final do ano a aproximar-se, ainda há margem para melhorar o valor do reembolso de IRS a receber em 2025. Embora muitos contribuintes só pensem no imposto aquando da entrega da declaração anual, especialistas recordam que é nos últimos meses do ano que se podem tomar decisões com impacto direto no montante a receber, ou no imposto a pagar.
De acordo com a Executive Digest, site especializado em finanças, há várias ações que podem ser feitas até 31 de dezembro e que podem fazer toda a diferença no cálculo final. Entre elas estão a validação de faturas, o aproveitamento de benefícios fiscais e a realização de despesas elegíveis em setores específicos.
Validar faturas e aproveitar deduções
O primeiro passo é aceder ao Portal das Finanças e confirmar se todas as faturas estão devidamente associadas ao número de contribuinte. Segundo a mesma fonte, a não validação de faturas até ao final do ano pode resultar na perda de deduções importantes, especialmente em áreas como saúde, educação, habitação e lares.
Além das categorias habituais, é também possível aumentar o benefício fiscal através das deduções gerais familiares, que permitem recuperar 35% das despesas até 250 euros por contribuinte, desde que devidamente registadas.
As deduções com despesas de saúde podem representar 15% dos gastos até 1.000 euros, enquanto as de educação permitem deduzir 30% até um máximo de 800 euros. Já as rendas de casa valem 15% até 502 euros, e os encargos com lares até 25% das despesas, até um limite de 403,75 euros.
Donativos e PPR também ajudam
Segundo a Executive Digest, outra forma de reforçar o reembolso é através dos donativos. As contribuições feitas a instituições de utilidade pública ou organizações sociais até 31 de dezembro permitem deduzir 25% do valor doado, até ao limite de 15% da coleta.
Também os Planos Poupança Reforma (PPR) continuam a ser uma ferramenta eficaz para reduzir o imposto. Os contribuintes com menos de 35 anos podem deduzir até 400 euros por ano, valor que desce para 350 euros entre os 35 e os 50 anos, e para 300 euros acima dessa idade.
Os casais que declarem em conjunto podem duplicar este benefício, desde que ambos tenham PPR ativos.
Benefícios adicionais e boas práticas
Outra medida recomendada é a revisão das despesas de saúde não comparticipadas, que podem ser introduzidas manualmente no e-Fatura. Além disso, as famílias com filhos podem verificar se as despesas com colégios, creches ou atividades extracurriculares foram corretamente classificadas como “educação”.
A Executive Digest recorda ainda que o regime de IVAucher, embora atualmente suspenso, criou uma cultura de atenção às despesas com restauração, hotelaria e cultura, setores que também geram deduções automáticas no IRS.
Por fim, é essencial garantir que todos os dados pessoais e familiares estão atualizados no portal, sobretudo em casos de casamento, nascimento de filhos ou alteração da morada fiscal.
Planeamento faz diferença
A Autoridade Tributária tem reforçado a importância do planeamento fiscal ao longo do ano, salientando que “pequenas ações regulares podem resultar em diferenças significativas no reembolso final”. Segundo a Executive Digest, esta é a altura ideal para analisar as faturas e garantir que nenhum benefício é desperdiçado.
O valor que virá a receber ou pagar, depende em grande parte das decisões tomadas até 31 de dezembro deste ano.
Leia também: Atenção pensionistas: pensões destes valores não vão aumentar em 2026 mas pode vir aí um ‘bónus’
















