Guardar móveis, caixas ou objetos pessoais tornou-se um desafio crescente nas grandes cidades, à medida que os apartamentos se tornam cada vez mais pequenos e caros. Para muitos, a solução tem sido recorrer a arrecadações, espaços que se transformaram num negócio altamente rentável e com procura constante.
De acordo com o jornal digital espanhol, Noticias Trabajo, Arseniy, fundador da empresa Balearic Box,, gera cerca de 42.000 euros por mês com o aluguer destas unidades, suportando despesas de aproximadamente 19.000 euros. Como explica Arseniy, “geramos mais ou menos 42.000 euros cada mês e temos despesas de 19.000 euros”.
Segundo o empresário, o segredo está na simplicidade da operação: “Só precisas de uma pessoa por cada 2.000 metros de unidades. Com apenas dois funcionários, gerimos centenas de espaços”. O resultado é um margem de 50% nos rendimentos.
Investimento inicial e a importância da localização
Abrir um negócio de arrecadações exige investimento significativo. Arseniy explica que “para três andares precisamos de um investimento de mais de 1 milhão de euros”. Alugar o edifício completo exige entre oito e dez anos para recuperar o capital, mas “é mais rentável comprar a nave”.
A localização é decisiva: proximidade de zonas urbanas, fácil acesso para veículos e elevada procura de espaço extra.
Crescimento do mercado em Espanha
O mercado espanhol tem registado crescimento consistente.
Segundo dados do setor imobiliário, o mercado de arrecadações cresceu mais de 15% ao ano nos últimos cinco anos, com cidades como Madrid e Barcelona a liderar devido à redução do tamanho médio dos apartamentos.
Desafios e gestão operacional
Com 346 unidades em funcionamento, Arseniy paga ao proprietário do edifício 11.000 euros mais IVA, soma 4.000 euros em salários, 300 euros de eletricidade, 100 euros de água e ainda despesas de marketing via Google Ads. Sobre a taxa de ocupação, explica: “A parte mais difícil é chegar aos 80% de ocupação, mas depois, uma vez alcançada, flui sozinha”.
Nem tudo correu sempre bem. Problemas com a Câmara Municipal levaram a reduzir as unidades de 500 para 346. “Perdemos 30% de rendimentos… são as leis de Espanha”, conta Arseniy. Ainda assim, considera o negócio praticamente passivo: “Porque também há arrecadações onde não tens pessoal”.
Quem são os clientes e quanto pagam
O perfil dos clientes é variado: famílias em mudança, pequenas empresas com excedentes, estudantes ou viúvos que guardam lembranças. A permanência média é de 18 meses, e os preços podem chegar a 50 euros por módulos de três ou quatro metros quadrados.
Sobre a estratégia de preços, Arseniy afirma: “Podes subir o preço 10% cada ano e só perdes 3% de clientes”. Este comportamento, segundo ele, mantém os níveis de ocupação estáveis a longo prazo.
Um setor em expansão
Em Espanha, o setor já conta com mais de 1.200 instalações e um volume de negócio superior a 500 milhões de euros por ano. Para Arseniy, citado pelo Noticias Trabajo, “cada ano há mais e mais pessoas, mais e mais coisas, e precisas de espaço para guardar estas coisas”.
















