Pagar uma refeição num restaurante deveria ser simples, mas em muitos casos torna-se motivo de discussão. Foi isso que levou um restaurante italiano na cidade alemã de Esslingen a proibir que os clientes dividam a conta entre si, obrigando a que seja paga de forma conjunta.
A decisão pertence a Salvatore Marrazzo, proprietário do restaurante L’Accanto, que explicou ao jornal alemão Bild estar cansado das discussões entre clientes sobre quem comeu ou bebeu mais. “Quando dois grupos grandes querem pagar separadamente, consome muita energia e é stressante para todos”, afirmou.
Discussões constantes à mesa
Segundo o dono do restaurante, era frequente que clientes levantassem a voz e criassem momentos de desconforto, alegando ter consumido menos vinho ou menos pratos do que os restantes. Estas disputas atrapalhavam não só o ambiente no espaço, mas também o trabalho dos empregados, que ficavam à espera que os grupos chegassem a acordo.
Além disso, o atraso no pagamento dificultava a rotação das mesas e a receção de novos clientes, prejudicando diretamente o serviço.
Nova regra de pagamento
Com a nova medida, apenas uma pessoa de cada mesa é responsável por pagar o valor total da conta. Cabe depois ao grupo decidir, fora do restaurante, como dividir a despesa entre todos.
Em contrapartida, Marrazzo admite alguma flexibilidade: se os clientes avisarem no início da refeição que pretendem pagar individualmente, os empregados podem aceitar essa opção. No entanto, só será possível mediante aviso prévio.
Uma prática pouco comum na Alemanha
Na Alemanha, é habitual que os restaurantes permitam que cada cliente pague a sua parte com detalhe, algo que não acontece em muitos outros países europeus. Por isso, a decisão do restaurante italiano causou surpresa e abriu discussão nas redes sociais sobre os direitos dos consumidores.
Clientes divididos
Enquanto alguns consideram que a regra facilita a vida dos empregados e acelera o serviço, outros apontam que limita a liberdade dos clientes, sobretudo em grupos grandes.
Segundo o jornal Bild, este caso relança o debate sobre práticas de pagamento nos restaurantes europeus e levanta a questão: será que mais espaços irão adotar medidas semelhantes para evitar conflitos à mesa?
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