Bastam alguns minutos sem vigilância para que um objeto pequeno desapareça entre toalhas, mochilas e areia. O problema torna-se ainda maior quando esse objeto é necessário para abrir o carro e regressar a casa, como é o caso das chaves.
Quem se desloca de carro até à praia conhece o dilema: onde guardar as chaves durante a ida à água? Deixá-las debaixo da toalha, dentro de um sapato ou num bolso da mochila continua a ser uma solução frequente, mas está longe de ser segura, de acordo com o jornal digital espanhol especializado em auto El Motor.
Guardia Civil deixa aviso aos condutores
A Guardia Civil alertou nas redes sociais para o risco de deixar as chaves abandonadas na areia. A recomendação passa por utilizar uma proteção impermeável ou entregar as chaves a alguém de confiança.
Embora o aviso tenha sido dirigido principalmente aos condutores espanhóis, a situação repete-se nas praias portuguesas. Os hábitos, os riscos de perda e a possibilidade de furto são semelhantes nos dois lados da fronteira.
Toalha e sapato não são esconderijos seguros
Guardar as chaves debaixo da toalha pode parecer suficiente quando a praia está tranquila. No entanto, esse é também um dos primeiros locais onde alguém poderá procurar se pretender aproveitar a ausência dos proprietários.
O mesmo acontece com os sapatos, os bolsos exteriores das mochilas ou as bolsas deixadas junto ao guarda-sol. Além de ficarem sem vigilância durante a ida à água, estes objetos podem ser facilmente deslocados ou confundidos no meio da areia.
Bolsa impermeável permite levar as chaves
Uma das soluções indicadas pela Guardia Civil é transportar as chaves numa bolsa verdadeiramente estanque e adequada à utilização dentro de água. Desta forma, permanecem junto do condutor durante o banho.
É importante que o fecho fique corretamente selado e que a proteção seja apropriada para imersão. Uma bolsa apenas resistente a salpicos pode não impedir a entrada de água quando permanece submersa.
Grupos podem organizar vigilância
Quando várias pessoas vão juntas à praia, as chaves podem ficar com alguém de confiança que permaneça na areia. O grupo também pode alternar a vigilância das mochilas e dos restantes objetos pessoais.
Esta medida evita que todas as pessoas entrem na água ao mesmo tempo e deixem os seus pertences sem supervisão. Foi precisamente uma das alternativas destacadas pela autoridade espanhola no aviso divulgado durante o verão.
Chaves eletrónicas exigem mais cuidado
Nos automóveis mais recentes, as chaves incluem componentes eletrónicos que controlam a abertura das portas e, em alguns casos, o arranque do veículo. Não se deve presumir que estes dispositivos suportam uma imersão prolongada.
O contacto com água, sobretudo salgada, pode danificar o sistema interno. Segundo a mesma fonte acima citada, a substituição pode atingir várias centenas de euros em determinados modelos, devido à necessidade de programar uma nova chave.
Esconder uma cópia no automóvel também é arriscado
Deixar uma segunda chave debaixo do carro, junto a uma roda ou noutro ponto exterior não elimina o problema. Estes locais são relativamente previsíveis e podem permitir o acesso imediato ao veículo. Também não é aconselhável deixar mochilas ou sacos visíveis dentro do habitáculo. Mesmo quando não guardam objetos valiosos, podem levar alguém a partir um vidro para verificar o conteúdo.
O que fazer se as chaves desaparecerem em Portugal
Perante o desaparecimento das chaves, deve começar-se por verificar o local onde foram utilizadas pela última vez e procurar ajuda no posto de praia, junto dos nadadores-salvadores ou nos estabelecimentos próximos.
Se existirem sinais ou suspeitas de furto, a situação deve ser comunicada à GNR ou à PSP, consoante a área. Ter uma segunda chave guardada num local seguro ou entregue a uma pessoa de confiança pode facilitar a recuperação do automóvel.
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