EN2 continua cortada há quase dois meses entre Pedrógão Pequeno e barragem do Cabril, uma situação que está a gerar preocupação no concelho da Sertã devido à importância desta ligação para a mobilidade local, regional e nacional. A autarquia tem pressionado a Infraestruturas de Portugal para encontrar uma solução rápida e segura, mas a reabertura da via continua sem previsão, devido à instabilidade dos taludes e encostas causada pelo mau tempo.
De acordo com a Lusa, citada pelo Notícias ao Minuto, a circulação rodoviária na Estrada Nacional 2, entre Pedrógão Pequeno e a barragem do Cabril, mantém-se interrompida desde o início de fevereiro. O corte prolongado tem motivado vários alertas por parte da Câmara Municipal da Sertã, que considera urgente repor o trânsito naquele troço, mesmo que de forma condicionada, desde que estejam garantidas as condições de segurança.
Segundo a autarquia, trata-se de uma via estruturante para o território, com relevância não apenas para os habitantes da região, mas também para muitos condutores que utilizam a EN2 como eixo de circulação entre diferentes pontos do país. A situação torna-se ainda mais sensível por existir apenas uma alternativa viável neste percurso: o Itinerário Complementar 8.
Câmara da Sertã insiste numa solução rápida
O município já contactou a Infraestruturas de Portugal no sentido de pedir a reabertura da estrada entre Pedrógão Pequeno, no distrito de Castelo Branco, e Pedrógão Grande, no distrito de Leiria. A proposta passaria por permitir a circulação, pelo menos, numa das vias, com todas as medidas de prevenção e segurança consideradas necessárias.
No entanto, a resposta da entidade gestora foi negativa. De acordo com a Câmara da Sertã, a Infraestruturas de Portugal considera que os taludes e encostas marginais à estrada continuam em condições precárias de equilíbrio, o que impede, para já, qualquer reabertura à circulação rodoviária, mesmo que limitada a uma só via.
A manutenção do corte preocupa o município, que teme os impactos desta interrupção no quotidiano dos munícipes e no funcionamento normal da mobilidade da região. A autarquia alerta também para a vulnerabilidade do território, tendo em conta que o IC8 é a única alternativa neste trajeto.
Autarquia pede análise técnica urgente
Perante este cenário, a Câmara da Sertã decidiu reforçar a pressão institucional junto da Infraestruturas de Portugal. Num ofício enviado à entidade, e com conhecimento do Ministério das Infraestruturas e Habitação, o município pediu uma análise técnica ao grau de estabilidade dos taludes junto à EN2.
A autarquia defende que, caso essa avaliação confirme a necessidade de intervenção, devem ser promovidas com rapidez todas as medidas de estabilização indispensáveis para devolver segurança à circulação rodoviária. O município mostrou-se ainda disponível para colaborar no que for necessário para acelerar o processo.
Esta insistência prende-se com a relevância da EN2 enquanto eixo de ligação fundamental, tanto para os residentes como para a circulação de bens, serviços e visitantes. A estrada é vista como uma infraestrutura estratégica à escala local, regional e também nacional.
Mau tempo agravou instabilidade no local
Na origem do problema está o mau tempo, que terá contribuído para o agravamento das condições geotécnicas naquele troço. A instabilidade das encostas levou ao corte da circulação por razões de segurança, uma decisão que se mantém desde fevereiro.
Apesar da compreensão demonstrada em relação à necessidade de proteger os utilizadores da via, a Câmara da Sertã sublinha que o prolongamento desta situação está a causar transtornos significativos à população. O desvio do trânsito para o IC8 representa constrangimentos acrescidos num território já condicionado pela escassez de alternativas rodoviárias.
O município apela, por isso, à compreensão dos utilizadores da EN2, ao mesmo tempo que garante continuar a acompanhar de perto a situação e a pressionar as entidades responsáveis. O objetivo, frisa a autarquia, é conseguir uma solução com a maior brevidade possível.
Enquanto não houver luz verde para a reabertura, a circulação entre Pedrógão Pequeno e a barragem do Cabril continuará interrompida. Para já, o cenário mantém-se sem alterações, numa altura em que a segurança do troço continua a ser o principal entrave ao regresso à normalidade.
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